Livre quer 30% de casas no Porto “fora do mercado especulativo”

Livre quer 30% de casas no Porto “fora do mercado especulativo”
| Porto
Porto Canal/Agências

O candidato do Livre ao Porto, Hélder Sousa, disse esta quinta-feira à Lusa que o partido ambiciona que 30% do parque habitacional da cidade esteja “fora do mercado especulativo”, medida que pretendem atingir através de parcerias públicas e com cooperativas.

“Quando defendemos uma política pública de habitação, pensamos sempre numa meta ambiciosa de 30% de parque habitacional fora do mercado especulativo, em parcerias públicas ou com cooperativas, que garantam casas acessíveis na cidade para pessoas com rendimentos médios ou baixos”, declarou esta quinta-feira o programador cultural à margem da apresentação oficial do programa.

A criação de um programa contra a pobreza energética é também outras das medidas que o Livre defende em termos de habitação, um tema que Hélder Sousa apontou como “um capítulo forte do programa” uma vez que “é um território onde se cruzam todas as outras intersecções da cidade”.

“Habitação é muito mais do que apenas casas, é todo um conjunto de serviços ao cidadão que lhe permitem ter qualidade de vida e que lhe permitem, acima de tudo, ter liberdade para usufruir da cidade em pleno. Estes serviços têm a ver com a gestão do território, com mobilidade, com um paradigma de cidade centrado nas pessoas e na sua capacidade de se moverem na cidade”, considerou.

Assim, o partido defende que haja 100 quilómetros de ciclovia na cidade “ligando o centro às várias periferias e fazendo pontos para outros concelhos”, mas também 200 quilómetros de corredores dedicados a autocarros.

Ressalvando não serem “contra os carros”, Hélder Sousa disse ser preciso reduzir a “necessidade das pessoas de transporte individual”, investindo numa rede “mais eficaz” de transportes públicos.

“Acreditamos e defendemos o investimento em políticas intermunicipais de transportes públicos eficazes, seja pela expansão da rede de metro, mas também pela melhor intermodalidade entre a rede de autocarros, Unir e a STCP, criando todo um sistema mais alargado de ferrovia, metro e autocarros na área metropolitana”, disse.

A redução da necessidade do uso de carro, acredita o cabeça de lista do Livre, liberta “espaços para as tais ciclovias, para os corredores de autocarro dedicado e vai tornar esta cidade mais leve”.

Hélder Sousa alertou ainda para a necessidade de “contrabalançar” a “voracidade da construção” dos últimos anos: “a cidade é pequena, tem um problema de água porque chove muito, temos imensas ribeiras canalizadas e estamos a assistir a uma excessiva impermeabilização dos solos”.

No que diz respeito aos espaços verdes, o candidato destacou a “proposta mais ambiciosa” de criação de “quintas cidadãs” alargando a possibilidade de hortas comunitárias a mais parques.

A população em situação de sem-abrigo e a “desinstitucionalização” da cultura também mereceram a atenção do partido, cujo programa foi esta quinta-feira apresentado pela número dois à vereação, Inês Moreira, que destacou que “não segue as grandes bandeiras que se encontra em ‘outdoors’ no espaço público” e que o partido deu “asas à imaginação” para arranjar soluções para os problemas.

Paulo Cunha, candidato à União das freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, explicou que o programa resulta de “dois anos constantes de chamar especialistas, promover mesas redondas, falar com associações, e criar massa critica”.

O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.

Concorrem à Câmara Municipal do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (Fazer à Porto - independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS).

As eleições autárquicas realizam-se a 12 de outubro.

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