Metrobus e VCI marcam debate entre BE, CDU, Livre e PTP
Inês Saldanha
A continuidade do projeto metrobus na Avenida da Boavista e o trânsito na VCI foram os temas que marcaram o debate entre os candidatos do Bloco de Esquerda, CDU, Livre e Partido Trabalhista Português à Câmara do Porto.
Metrobus “é claramente um projeto falhado”
“Foram retiradas as linhas de autocarro da Avenida da Boavista, ou seja, hoje circular de autocarro naquela avenida imensa, ou de carro, é quase a mesma coisa”, apontou a candidata da CDU à autarquia, Diana Ferreira, acrescentando que o metrobus é “claramente um projeto falhado”.
Questionada sobre se faz ou não sentido suspender a segunda fase do projeto, como defendeu o candidato da coligação PSD-CDS-IL, Pedro Duarte, a candidata ressalvou que é possível “repensar”, mas que é necessário colocar o sistema em funcionamento.
“Não deixa de ser curioso que o tenha defendido agora, mas que antes tenha ficado silencioso em relação ao problema, nomeadamente quando estava no próprio governo com responsabilidades diretas sobre a situação do metrobus”, frisou.
Também o candidato do Bloco de Esquerda à presidência da autarquia, Sérgio Aires, sustenta que “não faz absolutamente sentido nenhum aniquilar o projeto”.
“Acontece que a obra está quase pronta. A obra custou o que custou. Agora, desfazer tudo, porque essa é a proposta que está em cima da mesa, não é só a segunda fase, era pura e simplesmente aniquilar o projeto”, reiterou.
Sobre o facto de Rui Moreira deixar para o próximo executivo a continuação do projeto, o bloquista afirmou que, com “todos os atrasos que houve na obra, era difícil que fosse de outra forma”.
Relativamente à relação do atual executivo com a Metro do Porto, Sérgio Aires acrescentou ainda que “as posições que a Câmara do Porto tomou foram quase todas tomadas por unanimidade”, declarando que não existiu um “braço de ferro” entre as entidades, mas sim um “desentendimento”.
“A partir de certa altura deixou de haver diálogo, ou seja, não era diálogo, era, por exemplo, barulho”, disse.
“Portajar a VCI é um crime”
Já quanto ao trânsito na Via de Cintura Interna (VCI), o candidato do Livre, Hélder Sousa, considerou que se trata de um problema que “só vai ficar resolvido nas próximas gerações”, reconhecendo que colocar portagens “é um crime”.
“Portajar a VCI é um crime e é um atentado a toda a gente que precisa de entrar na cidade para trabalhar todos os dias”, sublinhou.
Por sua vez, a cabeça de lista do Partido Trabalhista Português, Maria Amélia Costa, defendeu a gratuitidade dos transportes públicos e o ajustamento das linhas da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), considerando que “as pessoas não estão bem servidas em termos de horários e de trajetórias”.
“Se os transportes da STCP forem gratuitos e estiverem ajustados, pois carecem de ajustamento, os portuenses possam usar apenas os transportes públicos e deixarem o carro em casa”, disse.
As eleições autárquicas estão marcadas para o dia 12 de outubro.
Ver esta publicação no Instagram
