Construção de habitação é prioridade para todos os candidatos às autárquicas em Aveiro
Porto Canal/Agências
O problema da falta de habitação dominou o debate com os candidatos à presidência da Câmara de Aveiro, que decorreu esta sexta-feira à noite na RTP3, com todos os participantes a propor a construção de mais habitação.
O problema da falta de habitação dominou o debate com os candidatos à presidência da Câmara de Aveiro, que decorreu esta sexta-feira à noite na RTP3, com todos os participantes a propor a construção de mais habitação.
Dos nove candidatos, só a candidata do PAN, Ana Rita Moreira, não compareceu no debate alegando motivos profissionais.
Luís Souto, atual presidente da Assembleia Municipal da coligação PSD/CDS-PP/PPM, que se candidata agora à presidência da Câmara, propôs a criação de "uma estrutura dedicada para enfrentar este grave problema", bem como a criação de uma bolsa de terrenos prontos a construir, com o licenciamento pré-aprovado.
O irmão Alberto Souto, do PS, considerou que a construção de habitação é uma emergência, mas lembrou que essas casas "vão demorar dois a três anos a construir", afirmando que é preciso haver “mecanismos mais ágeis”.
Nesse sentido, propõe várias medidas como a criação de um programa de estímulos para que as pessoas que investiram no alojamento local, e que agora não estão a ter retorno que esperavam, regressem ao arrendamento progressivamente e a permuta de terrenos com construtores, recebendo em troca apartamentos.
João Moniz, do Bloco de Esquerda, defendeu que a construção de mais habitação deve ser a prioridade nos próximos 10 anos, afirmando que é preciso "resgatar o espírito de Girão Pereira", o primeiro presidente da Câmara de Aveiro eleito democraticamente que deixou um importante legado na área da habitação social.
O candidato bloquista diz que apesar de insuficiente, existe uma resposta em termos de habitação social, adiantando que o que não existe é habitação pública a custos controlados com rendas acessíveis para a classe média, e propõem a construção, nos próximos 10 anos, de 800 a 900 fogos a custos controlados com investimento publico.
Diogo Machado, do Chega, apresentou algumas medidas na área da construção privada para estarem implementadas até final do primeiro semestre de 2026, como “o lançamento de loteamentos nas freguesias periurbanas para famílias jovens e com mais dificuldades a preços mais acessíveis” e a isenção de IMI para proprietários que reabilitem prédios devolutos no centro da cidade e que os coloquem no mercado de arrendamento.
Já Isabel Tavares, da CDU, propõe o agravamento do IMI para prédios devolutos criando condições para que esses prédios possam ser utilizados para habitação e lembrou que é preciso apoiar as cooperativas de habitação e “criar novas dinâmicas para criar novas cooperativas de habitação para que as pessoas possam ter acesso à habitação”.
Do lado da Iniciativa Liberal, Miguel Gomes diz que a resposta para a falta de habitação está do lado da iniciativa privada, defendendo uma melhoria da mobilidade no concelho para que os preços das casas no centro de Aveiro possam baixar.
Paulo Alves, do Nós, Cidadãos!, diz que é preciso mais habitação a custos controlados com boa qualidade e o mais próximo da cidade e Bruno Fonseca, do Livre, defendeu a construção de habitação pública municipal com recurso a fundos do Plano de Recuperação e Resiliência.
