Nuno Cardoso propõe enterrar Avenida AEP criando parque e zona especial no Porto

Nuno Cardoso propõe enterrar Avenida AEP criando parque e zona especial no Porto
| Porto
Porto Canal/Agências

O candidato da coligação Porto Primeiro (NC/PPM) à Câmara do Porto, Nuno Cardoso, propôs esta sexta-feira enterrar a Avenida AEP por 70 milhões de euros, criando um parque na nova Zona Económica Especial Parque Ramalde nos próximos anos.

"Nós queremos criar uma zona económica especial muito atrativa para empresas de todo o mundo que queiram entrar na Europa, e entrem pela porta do Porto, pela porta do Parque Ramalde e da zona económica especial", disse esta sexta-feira aos jornalistas o candidato, após apresentar o projeto, na torre Icon, entre a Via de Cintura Interna (VCI) e a Avenida AEP, em Ramalde.

O projeto, da autoria do arquiteto Martim Neiva, de José António Lameiras (número dois da candidatura) e do próprio Nuno Cardoso visa "qualificar o espaço" da atual zona industrial.

"A zona industrial vai virar um parque onde irão surgir todos os prédios, em reconversão do que existe, em muitos casos, e noutros casos novas arquiteturas, arquiteturas arrojadas, porque o Porto precisa também dessas arquiteturas arrojadas", afirmou o candidato.

Para atrair empresas, Nuno Cardoso admitiu "agressividade" fiscal para atrair as empresas fora da Europa e "criar emprego qualificado para os jovens e para a região", e o seu número dois, José António Lameiras, durante a apresentação lembrou que as zonas económicas especiais têm de ser aprovadas pelo Governo e Assembleia da República.

Em termos urbanísticos, com o enterramento da Avenida AEP pretende também unir as zonas de Ramalde e do Viso, fazendo com que "o peão e os meios mais leves dominem o território", em prol da "qualidade ambiental".

Segundo a candidatura, a zona económica especial pode estabelecer-se em quatro anos, sendo a prioridade "obter o estatuto de ZEE para o território e fazer o enterramento da Avenida AEP", desenvolvendo-se o projeto na totalidade "entre 10 a 15 anos" na atual zona industrial do Porto.

Em causa está uma intervenção em 100 hectares com o custo estimado de "70 milhões de euros para tornar a AEP subterrânea (numa obra que dura entre dois a dois anos e meio)".

De acordo com a candidatura Porto Primeiro (NC/PPM), o projeto pode gerar a criação de 35 mil empregos, compreendendo ainda 600 mil metros quadrados para mais de seis mil habitações a custos controlados, com uma "forte aposta no setor cooperativo", com "apoio técnico e financeiro do município".

Estão também previstos "espaços dedicados a 'startups' e inovação tecnológica, promovendo emprego altamente qualificado", segundo uma nota da candidatura.

Planeia-se fazer um "grande parque urbano", promovendo "uma permeabilidade dos solos em 50% da área dos lotes, o que dará no final 375 mil metros quadrados de área verde a que se soma o eixo da Avenida enterrada", mais 100 mil metros quadrados.

No total, a zona permeável e de parque terá 475 mil metros quadrados, aproximadamente 50 hectares de zona verde, de acordo com a candidatura de Nuno Cardoso.

Concorrem à Câmara Municipal do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU – coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (PSD/IL/CDS-PP), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (Partido Liberal Social).

António Araújo, que também se candidatou ao Porto como independente, viu a 29 de agosto a sua candidatura ser rejeitada por falta de assinaturas e aguarda resposta do recurso que apresentou ao Tribunal Constitucional.

O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.

As eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro.

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