Candidatos priorizam habitação mas têm soluções diferentes em Braga
Porto Canal/Agências
Os dez candidatos à presidência da Câmara de Braga concordaram esta quarta-feira que a habitação é um dos grandes problemas do concelho, mas apontaram soluções diferentes para implementar caso ganhem as eleições de 12 de outubro.
Num debate na RTP3, o candidato da coligação PSD/CDS/PPM, João Rodrigues, atual vereador, disse que a sua "grande solução" reside na revisão, em curso, do Plano Diretor Municipal, que aumentará em 30 por cento a área construtiva no concelho.
Já o candidato da coligação PS/PAN adiantou que, se ganhar as eleições, irá construir 500 habitações para arrendamento público ao longo do próximo mandato, recaindo a sua aposta na construção modular, que baixará o preço do metro quadrado para os mil euros.
Mais ambicioso, o candidato da CDU, João Baptista, quer construir mil fogos de habitação pública.
"Os privados não resolvem o problema", sustentou.
Visão diferente tem o cabeça-de-lista do Chega, Filipe Aguiar, que disse que os privados "têm obrigatoriamente de ser chamados" e que defendeu que o município deve disponibilizar bolsas de terrenos para construção.
Para o candidato do Bloco de Esquerda, António Lima, é preciso triplicar o número de casas públicas no concelho, através da construção de 2000 fogos.
Lima defende igualmente que o município deve ter uma bolsa de terrenos devidamente infraestruturados e cedê-los a cooperativas e, em certos casos, a particulares.
O candidato da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, quer "levar" mais 10 mil casas para Braga até ao final do próximo mandato, sendo uma parte reservada para habitação acessível.
Pelo lado do Livre, Carlos Fragoso apontou como objetivo ter em Braga 10 por cento de habitação pública, que atualmente é inferior a 1 por cento.
O candidato do movimento independente Amar e Servir Braga, Ricardo Silva, apontou como soluções a atualização do cadastro dos terrenos, o aumento de bolsas de habitação pública, uma maior rapidez nos processos de licenciamento e a isenção de algumas taxas.
Francisco Pimentel, do ADN, quer que o município fomente a construção de mais habitação, mas ficando os custos por conta dos privados, numa espécie de parceria público-privada.
O cabeça-de-lista do MPT, Hugo Varanda, advogou que uma solução pode passar pela aquisição, pelo município, de terrenos baldios e casas devolutas e abandonadas.
Disse ainda que o Estado deve assumir uma verdadeira descentralização, transferindo para os municípios os meios necessários para reforçar a construção de habitação.
