Mobilidade é prioridade transversal aos 10 candidatos em Braga

Mobilidade é prioridade transversal aos 10 candidatos em Braga
Foto: Defesa de Espinho
| Norte
Porto Canal/Agências

Os 10 candidatos à presidência da Câmara de Braga apontaram esta quarta-feira a mobilidade como um dos principais problemas do concelho, mas a solução BRT (metrobus) foi rejeitada ou criticada por praticamente todos, sendo apenas defendida pelo líder da coligação PSD/CDS/PPM.

"O BRT não é solução, não serve para Braga", referiu, num debate na RTP3, o candidato da coligação PS/PAN, António Braga, sublinhando que "basta ter um autocarro normal, que funcione a tempo e horas" e defendendo o metro de superfície como aposta para o futuro.

Em relação ao financiamento, António Braga não descartou a hipótese de uma parceria público-privada (PPP).

Já o candidato da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, disse não ser contra o BRT dentro da cidade, embora não considere que essa seja a solução.

Já em relação a um eventual BRT para ligar Braga a Guimarães ou Barcelos, Rui Rocha disse que não passaria de uma "carreira dos nossos avós, porque não teria via dedicada".

"A resposta tem de ser a ferrovia", referiu.

Também o candidato do Chega, Filipe Aguiar, disse perentoriamente que "o BRT não é solução".

O líder da coligação PSD/CDS/PPM, João Rodrigues, que é vereador no atual executivo, garantiu que o BRT é para avançar, numa primeira fase com uma linha que irá da estação de caminhos-de-ferro à Universidade do Minho e ao hospital.

Adiantou que o objetivo passa pela construção das quatro linhas inicialmente previstas.

Para o candidato pelo movimento independente Amar e Servir Braga, Ricardo Silva, "a solução é a ferrovia".

Se quanto ao BRT há notórias divergências, já em relação à necessidade de construção da variante do Cávado os 10 candidatos mostraram unanimidade, apontando a empreitada como solução imprescindível para ajudar a resolver os problemas de trânsito em Braga.

Outras soluções apontadas foram a gratuitidade dos transportes públicos, defendida designadamente por João Rodrigues e pelo cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda, António Lima.

Uma medida criticada por Rui Rocha, que disse que ela significaria que os Transportes Urbanos de Braga (TUB) voltariam a ser deficitários e que o importante é melhorar o serviço, aumentando a frequência e cumprindo os horários.

Uma visão partilhada por António Braga e pelo candidato do Livre, Carlos Fragoso, para quem o importante é que os TUB ofereçam fiabilidade e previsibilidade.

O cabeça-de-lista do PCP, João Baptista, propõe o reforço dos Transportes Urbanos de Braga e a instituição de um passe único intermodal.

Já o candidato do Chega garantiu que, se ganhar as eleições de 12 de outubro, acabará "na hora" com as trotinetes de aluguer, considerando que constituem "um perigo constante" para a segurança dos transeuntes.

O candidato comunista apontou como prioridade a ligação por comboio entre Braga e Guimarães.

Francisco Pimentel, do partido Alternativa Democrática Nacional (ADN), disse que sem a variante do Cávado "não há solução" para o trânsito em Braga, mas aludiu a "erros históricos" na mobilidade da cidade que nunca foram corrigidos, como a ligação entre a Avenida da Liberdade e a freguesia de Lomar, que "esbarra" no Forum Braga, ficando "sem saída".

O candidato do Movimento Partido da Terra (MPT), Hugo Varanda, disse concordar "plenamente" com a ligação ferroviária entre Braga e Guimarães e defendeu passes gratuitos nos TUB para utentes até 30 anos de idade.

Hugo Varanda criticou ainda a proposta do Chega de abolir as trotinetes e disse que o MPT quer ciclovias em toda a cidade.

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