PS quer atrair universitários para viver nas aldeias de Vila Real
Porto Canal/ Agências
O candidato pelo PS à Câmara de Vila Real quer apostar num projeto-piloto para atrair estudantes para as aldeias, em habitação com rendas controladas para jovens, e em videovigilância para reforçar a segurança na cidade e florestas.
“Esta noite começa uma nova caminhada (…) que se inscreve na história do Partido Socialista e do Movimento Avançar em Vila Real e que se projeta no futuro deste concelho que tanto amamos”, afirmou Alexandre Favaios, atual presidente da câmara da capital do distrito.
O PS fez, no largo da Capela Nova, a apresentação dos candidatados aos órgãos autárquicos do concelho nas eleições de 12 de outubro.
"O futuro é demasiado sério para ser entregue a caminhos populistas, a ilusões fáceis ou a aventuras sem rumo", realçou Alexandre Favaios.
Durante o seu discurso, disse ainda que a habitação é uma grande preocupação e que o PS quer “ir mais longe” com a construção de um novo bloco de 36 habitações, na Quinta do Trem, exclusivamente para jovens, com rendas controladas.
“Não um apoio para quem vive fragilidades económicas, mas sim um empurrão para jovens no seu início de vida e trabalho. Já temos o terreno e o projeto. Queremos que os jovens tenham condições para começar a sua vida em Vila Real”, afirmou.
O autarca destacou que quer também alargar o programa de apoio ao arrendamento, criar um programa específico para os jovens e oferecer benefícios fiscais a promotores imobiliários que reservem parte das suas construções para o mercado de custos controlados.
“Esta é uma forma inteligente de colocar o mercado imobiliário a servir as pessoas, sem deixar ninguém para trás”, realçou.
Alexandre Favaios anunciou o lançamento das “Aldeias Universitárias”, projetos-piloto para levar estudantes da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) a viver nas aldeias.
“Com isso, damos vida ao mundo rural, combatemos o isolamento e ao mesmo tempo diminuímos a pressão do arrendamento na cidade”, frisou.
O PS propõe criar áreas de reabilitação urbana nos aglomerados rurais, baixando impostos para incentivar a recuperação de casas e património.
Na economia e no emprego a “prioridade é criar oportunidades”, para o que pretende terminar e dinamizar a nova zona empresarial, com mais de 80 lotes prontos a receber empresas e a criar postos de trabalho.
“A procura tem sido imensa. Este será um motor de crescimento para a próxima década. Mas não basta criar espaço, temos de atrair investimento. Por isso, vamos constituir uma equipa especializada em diplomacia económica, que se dedicará exclusivamente a procurar investidores, a abrir portas, a criar parcerias”, afirmou.
Na cidade quer instalar um sistema de videovigilância em parceria com a PSP, “reforçando a segurança que já faz de Vila Real uma das cidades mais seguras do país”.
Também no espaço florestal pretende implementar um sistema de videovigilância para ajudar a combater “o flagelo dos fogos”.
Continuar a requalificar ruas, a melhorar transportes públicos e a apostar na mobilidade suave, com mais ciclovias e percursos pedonais, são outros objetivos.
“Vila Real tem de ser uma cidade moderna, amiga do ambiente e das pessoas”, sublinhou Alexandre Favaios, referindo que vai ser concretizada a ligação da Avenida 1.º de Maio à ponte de ferro, “desfazendo o nó de trânsito que há anos penaliza milhares de cidadãos”.
Entre as propostas estão ainda o centro de medicina desportiva, a instalação de uma unidade de apoio ao alto rendimento escolar ou a criação de parques de estacionamento gratuitos fora da cidade, com transportes públicos dedicados.
Rui Santos, ex-presidente da Câmara de Vila Real e deputado no parlamento, é o cabeça de lista do PS à Assembleia Municipal.
São também candidatos à Câmara de Vila Real Alina Vaz (PSD), Alberto Moura (Chega), Carlos Alberto Quinteiro (CDU), Anabela Oliveira (BE), Luís Ramalho (Livre) e Conceição Pinho (CDS-PP).
O atual executivo municipal, saído das eleições de 2021, integra cinco eleitos do PS (58,44%) e dois do PSD (28,68%).
