Candidato do PS a Gaia acusa coligação PSD/CDS/IL de desonestidade política

Candidato do PS a Gaia acusa coligação PSD/CDS/IL de desonestidade política
Foto: Lusa
| Norte
Porto Canal/ Agências

O candidato socialista à Câmara de Vila Nova de Gaia, João Paulo Correia, acusou esta sexta-feira a coligação PSD/CDS-PP/IL de “desonestidade intelectual e política”, lembrando que o concurso para os resíduos lançado pelo atual executivo foi aprovado por estes partidos.

“A coligação PSD/CDS/IL, num ato de pura chicana e absoluta desonestidade intelectual e política, apelidou de ‘vergonha’ este concurso [de 510 milhões de euros para a recolha de lixo e limpeza urbana], quando, há três meses, eles próprios votaram favoravelmente a realização do mesmo”, escreve João Paulo Correia num comunicado publicado nas redes sociais.

O candidato do PS às eleições autárquicas de 12 de outubro acusa também o seu adversário e cabeça de lista da coligação Gaia Sempre na Frente (PSD-CDS-IL), Luís Filipe Menezes, de ter “uma relação muito difícil com a verdade, e uma memória bastante seletiva no que diz respeito à relação com Gaia e com os gaienses”.

Em causa está um concurso lançado pela Águas de Gaia para os próximos 10 anos que a coligação PSD/CDS-PP/IP quer que o Ministério Público averigue, acusando o atual executivo de estar a fazer um negócio “ruinoso” que, diz a coligação, se vai refletir “num aumento superior a 300% na fatura de todas as famílias gaienses”.

Mas João Paulo Correia argumenta que “este concurso público internacional é o investimento necessário para a redução da fatura da água no município” e, recordando que o concurso em causa era “inadiável por imposição legal do Tribunal de Contas, sendo também obrigatório por força da legislação em vigor”, recorda que foi aprovado por unanimidade, quer em reunião de câmara pelos vereadores da oposição, quer na Assembleia Municipal, com os votos dos partidos que apoiam Luís Filipe Menezes.

“O doutor Luís Filipe Menezes nunca teve como dote e especialidade as boas contas e, talvez por isso, mais uma vez, tenha faltado à verdade aos gaienses. Este investimento é fundamental para o município, uma vez que é imperioso para promover uma gestão mais eficiente dos resíduos e da limpeza urbana, sem comprometer o valor da fatura da água, respondendo à realidade atual de Vila Nova de Gaia face à última renovação contratual ocorrida de 2012”, defende João Paulo Correria.

O candidato socialista acredita numa poupança de 60 milhões de euros para os cofres da autarquia pela deposição dos biorresíduos no sistema da Suldouro e afirma que, no passado, “o então presidente da câmara, Luís Filipe Menezes, renegociou o contrato relativo à recolha de lixo com a mesma empresa, estendendo-o até 2026”.

“Isso resultou num agravamento de custos para os gaienses: a Câmara Municipal de Gaia passou a pagar aproximadamente 40% a mais por cada tonelada de lixo, gerando um passivo de 150 milhões de euros para a autarquia. Estes factos foram relatados pela imprensa nacional da época e nunca foram desmentidos”, escreve.

A coligação Gaia Sempre na Frente (PSD/CDS/IL), encabeçada por Luís Filipe Menezes, avançou esta sexta-feira que vai pedir ao Ministério Público que analise o concurso de 510 milhões de euros para a recolha de lixo e limpeza urbana.

Num comunicado com críticas ao anterior presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, o socialista Eduardo Vítor Rodrigues, a candidatura considera que o concurso lançado pelo município para os próximos 10 anos é “ruinoso”, referindo que “um concurso de 510 milhões de euros que é um assalto aos gaienses”.

Contactado pela Lusa, Eduardo Vítor Rodrigues argumentou que “o contrato [atual] acaba em abril de 2026” e “um novo concurso demora meses” e instou os responsáveis do PSD, CDS-PP e IL a darem uma solução.

A agência Lusa contactou o atual executivo da Câmara de Gaia que, salvaguardando que “a complexidade” deste tema, assinalou que o “assunto foi amplamente discutido com todas as forças políticas, inclusivamente em sede de Assembleia Municipal”.

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