Douro Internacional exige medidas céleres para compensar prejuízos

Douro Internacional exige medidas céleres para compensar prejuízos
| Norte
Porto Canal/Agências

Os municípios mais afetados pelo fogo do Douro internacional que deflagrou no dia 15 de agosto exigiram este sábado o mais rapidamente possível a atribuição de apoios a quem tudo perdeu com o passar das chamas.

Este incêndio, segundo dados provisórios, queimou mais de 12 mil hectares de terreno onde estavam culturas como o olival, amendoal, vinha, laranjal e colmeias ficaram destruídas com a rapidez com deflagrou este incêndios que começou em Poiares, em Freixo de Espada à Cinta e estendeu rapidamente aos concelhos vinhos de Torre de Moncorvo e Mogadouro, no distrito de Bragança.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta, Nuno Ferreira (PS), disse que exige respostas céleres e eficazes por parte do Governo, para devolver à população aquilo que perderam nestes últimos dias.

“Eu recordo que o incêndio que começou no concelho de Freixo de Espada à Cinta, só nas primeiras seis horas arderem cerca de nove mil hectares de terreno, num total de incêndio com cerca de 12 mil hectares”, indicou o autarca.

De acordo com Nuno Ferreira, só no concelho de Freixo de Espada à Cinta arderam cerca de 6500 hectares, dos quais 1000 são de área agrícola, o que corresponde a 298 lesados.

“A reposição das várias culturas exige, agora, uma resposta célere. O município tem estado a dar todo o apoio necessário, como a 90 toneladas de alimentos que fornecemos para alimentação dos animais, já que as áreas de pasto ficaram desminadas pelo fogo. Também no setor apícola estamos já a fazer intervenções”, sublinhou.

Por seu lado, o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, José Meneses (PSD) espera que uma cooperativa com o poder central entenda que há populações que ficaram sem nada, como é o caso de Mós e Macieirinha, neste concelho.

“Os apoios já anunciados pelo Governo poderão não ser os suficientes para a ajudar as nossas populações, porque os prejuízos não só no imediato, mas durante um período de cinco ou seis anos, como é o caso de culturas como a vinha, o olival e o amendoal”, disse.

Segundo José Meneses, há neste território pessoas que vivem só da agricultura e que têm de ser apoiadas não só pelo município.

Estes dois autarcas do sul do distrito de Bragança falaram à Lusa no decurso da visita que a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho fezeste sábado ao Douro Internacional para se inteirar ‘in loco’ dos prejuízos causados pelo incêndio de 15 de agosto.

O incêndio do Douro Internacional deflagrou no dia 15 de agosto, em Poiares, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, o mais afetado, e depressa se alastrou aos concelhos vizinhos de Torre de Moncorvo e Mogadouro, deixando um rasto de destruição nas pastagens e em culturas como o olival, amendoal, vinha, laranjal, floresta e colmeias.

Segundo dados provisórios da GNR, arderam cerca 12 mil hectares nos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo e Mogadouro, num incêndio que chegou a ter cerca de 400 operacionais no terreno e a ausência de meios aéreos, devido às condições climatéricas que se fizeram sentir.

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