Arganil levanta prejuízos nas freguesias afetadas até 8 de setembro

Arganil levanta prejuízos nas freguesias afetadas até 8 de setembro
| Norte
Porto Canal/Agências

O município de Arganil, no interior do distrito de Coimbra, está a efetuar o levantamento dos prejuízos causados pelo incêndio que deflagrou na freguesia de Piódão e que se tornou o maior fogo de sempre em Portugal.

Até ao dia 8 de setembro, equipas técnicas da autarquia vão reunir com as populações das localidades mais afetadas para identificar os danos e estimar o custo das reparações necessárias, num processo articulado com as Juntas de Freguesia e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

“É fundamental que as medidas [de apoio do Governo] cheguem rapidamente a quem mais necessita e ajudem as populações afetadas a recuperar, dentro do possível, o que perderam", salientou o presidente da Câmara Municipal, em comunicado.

Luís Paulo Costa destacou a importância da rapidez na ativação dos apoios e enalteceu a desburocratização do processo face a 2017, quando um grande incêndio também varreu o concelho.

O levantamento em curso abrange diversas áreas, incluindo agricultura, atividades económicas, equipamentos de coletividades, IPSS e entidades religiosas, infraestruturas municipais e freguesias, imóveis de habitação, património cultural, saúde e vida humana.

As freguesias mais afetadas foram Piódão, Benfeita, Pomares, Cepos e Teixeira, Vila Cova de Alva e Anceriz.

Além do levantamento de danos, o município de Arganil tem desenvolvido esforços para repor o abastecimento de água nas zonas afetadas, sinalizado à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) situações urgentes relacionadas com linhas de água e a qualidade da água devido às cinzas.

A população afetada está também a receber apoio social e psicológico através da Unidade Local de Saúde de Coimbra.

O incêndio, que deflagrou na zona do Piódão, na Serra do Açor, no dia 13, consumiu cerca de 11.800 hectares no concelho de Arganil, correspondendo a quase 40% da sua área total.

O fogo afetou também os concelhos de Pampilhosa da Serra e Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra), Seia (Guarda) e Castelo Branco, Fundão e Covilhã (Castelo Branco).

Apresenta ainda a maior área ardida de sempre em Portugal, com 64 mil hectares consumidos, segundo o relatório provisório do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

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