Fogo que começou em Mirandela está agora dominado e consumiu 6 mil hectares

Fogo que começou em Mirandela está agora dominado e consumiu 6 mil hectares
| Norte
Porto Canal/Agências

O incêndio que começou no domingo em Mirandela, e chegou aos concelhos de Vila Flor e Alfândega da Fé, já está “dominado”, adiantou esta quarta-feira à Lusa o comandante sub-regional de Trás-os-Montes da Proteção Civil.

Noel Afonso explicou que “o vento acalmou durante a noite, o que ajudou no combate”.

Na terça-feira, o incêndio tinha duas frentes ativas, uma em Vale Frechoso, aldeia de Vila Flor, que teve de ser confinada, devido à intensidade das chamas, e outra frente em Valverde, Alfândega da Fé, que chegou até à localidade de Eucisia.

O comandante avançou ainda à Lusa que arderam “entre cinco a seis mil hectares” de mato e área agrícola.

O fogo não destruiu habitações, mas consumiu uma casa devoluta e barracões agrícolas.

Pedro Morgado foi um dos agricultores afetados, em Vilarelhos, concelho de Alfândega da Fé. Arderam-lhe 80 hectares de olival, amendoal e vinha.

Tinha começado a campanha da amêndoa, esta semana, quando o incêndio lhe arruinou aquele que seria “o melhor ano”.

À Lusa, lamentou ainda as várias oliveiras centenárias que foram consumidas pelas chamas e que eram uma herança de família.

Agora, o desânimo fala mais alto e não sabe ainda se retomará. Tentou combater o fogo e salvar as suas propriedades, mas a intensidade das chamas falou mais forte.

Além do prejuízo material, deste incêndio resultou um ferido ligeiro, um bombeiro que foi transportado para o hospital de Mirandela, e ainda, na terça-feira à noite, um morto - um homem de 65 anos que andava a fazer trabalhos com uma máquina de rasto, em Freixeda, Mirandela, onde até o fogo já tinha sido dado como dominado na terça-feira.

Em comunicado, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) manifestou esta quarta-feira profundo pesar pela morte do operador da máquina de rasto, que acabou por ser atropelado pelo veículo.

Segundo a ANEPC, a vítima pertencia a uma empresa colaboradora da Câmara Municipal de Mirandela e encontrava-se a prestar apoio às equipas no terreno.

"A ANEPC apresenta as mais sentidas condolências à família, amigos e colegas do operacional falecido, reconhecendo o seu empenho e dedicação na proteção de pessoas, bens e do ambiente", assinalou o organismo.

Também o Presidente da República já enviou as condolências à família do operacional de Mirandela.

Numa nota publicada na página da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa apresentou os “sentidos pêsames à família do operacional de entidade colaboradora da Câmara Municipal de Mirandela", extensíveis ao presidente da autarquia.

No terreno, esta quarta-feira, estavam ainda, às 13:15, mais de 300 operacionais, apoiados por 105 viaturas e um meio aéreo. Estão a ser feitos trabalhos de rescaldo e consolidação.

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