Festas de São Bernardo decorrem em Sátão após final das chamas

Festas de São Bernardo decorrem em Sátão após final das chamas
Foto: DR
| Norte
Porto Canal/Agências

As Festas de São Bernardo na vila de Sátão arrancaram no sábado e “têm tido bastante gente”, depois de o concelho ter estado debaixo de fogo até sexta-feira, disse esta segunda-feira à agência Lusa o presidente da Câmara.

“Já estamos há três dias, praticamente, a respirar melhor. Temos tido uma ou outra reativação, mas como ainda há dispositivo no terreno tem-se resolvido bem”, disse esta segunda-feira à agência Lusa, pelas 11h45, o presidente da Câmara de Sátão, Alexandre Vaz.

O autarca disse ainda que, “felizmente, já está tudo tão bem que decorrem as Festas de São Bernardo”, que começaram na noite de sábado e terminam na quarta-feira, com artistas a subirem ao palco todas as noites.

“É uma altura em que temos muitos emigrantes cá, a visitar as famílias, e as pessoas também cá estão por causa das festas e, nestes dois dias, têm tido bastante gente. Decorre tudo normalmente, a única coisa que retirámos foi o fogo-de-artifício, que também não podia ser de outra maneira”, defendeu.

Alexandra Vaz adiantou que, também por causa das festas, “os técnicos só vão para o terreno para fazer um levantamento mais exaustivo na próxima semana”.

Mas, para já, “há uma área ardida bastante grande, na ordem dos 2700 hectares, com muitos prejuízos para algumas pessoas, mas, felizmente, não houve vítimas a registar nem casas de primeira a habitação a arder”.

“Arderam vários barracões, uma casa toda em madeira, muita lenha e muitas propriedades onde havia pastos para animais e de área agrícola e ainda um reboque de um trator. Só assim por alto”, adiantou.

Alexandre Vaz realçou que o incêndio, cujo alerta aconteceu no concelho, em Vila Boa, na freguesia de Ferreira de Aves, atingiu, “sobretudo, uma parte de algumas aldeias como Vila Boa, Aldeia Nova, Águas Boas, Quinta da Carrasqueira e Madalena”.

“Felizmente, o resto está intacto”, afirmou Alexandre Vaz.

Este incêndio teve origem em dois outros focos – Sátão (distrito de Viseu) e Trancoso (distrito da Guarda) – e na sexta-feira tornou-se um só, que se alastrou a 11 municípios dos dois distritos.

Os 11 municípios são Sátão, Sernancelhe, Moimenta da Beira, Penedono e São João da Pesqueira (distrito de Viseu); Aguiar da Beira, Trancoso, Fornos de Algodres, Mêda, Celorico da Beira e Vila Nova de Foz Côa (distrito da Guarda).

O incêndio de Vila Boa, freguesia de Ferreira de Aves, em Sátão, teve alerta às 01h03 de quarta-feira, tendo no mesmo dia chegado aos municípios de Sernancelhe, também no distrito de Viseu, e ao de Aguiar da Beira, distrito da Guarda.

O alerta para o incêndio de Freches, no município de Trancoso, distrito da Guarda, aconteceu há mais de uma semana, no dia 9, às 17h21.

A página oficial na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) tem os meios distribuídos pelos dois incêndios de origem.

Pelas 12h10, em Sátão estavam mobilizados 389 operacionais, apoiados por 133 veículos e um meio aéreo, e em Trancoso 281 operacionais, com 92 veículos.

No total, o incêndio mobilizava 670 operacionais, apoiados por 225 veículos e um meio aéreo.

Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro, num contexto de temperaturas elevadas que motivou a declaração da situação de alerta desde 2 de agosto.

Os fogos provocaram dois mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, na maioria sem gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.

Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, ao abrigo do qual deverão chegar, esta segunda-feira, dois aviões Fire Boss para reforço do combate aos incêndios.

Segundo dados oficiais provisórios, até 17 de agosto arderam 172 mil hectares no país, mais do que a área ardida em todo o ano de 2024.

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