Fogo no Douro Internacional com 90% do perímetro consolidado

Fogo no Douro Internacional com 90% do perímetro consolidado
| Norte
Porto Canal/Agências

O incêndio que deflagrou na sexta-feira em Freixo de Espada à Cinta tem esta segunda-feira de manhã 90% do perímetro consolidado, com uma pequena frente de fogo ativa, junto a Mós, em Torre de Moncorvo.

“O incêndio ao início da noite já tinha começado a ceder aos meios, apenas havia uma preocupação nas aldeias de Mós e Carviçais, no concelho de Torre de Moncorvo. A esta hora 90% do perímetro do incêndio está consolidado e a frente de Mós vai ter intervenção dos meios aéreos”, disse à agência Lusa o comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, João Noel Afonso, pelas 08h00.

Segundo o comandante, as próximas horas vão requerer muita atenção para evitar reacendimentos e os meios de combate ao fogo vão permanecer no local.

O fogo deflagrou ao início da tarde de sexta-feira, nas localidades de Poiares, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, em pleno Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), e depressa se alastrou aos concelhos vizinhos de Mogadouro e Torre de Moncorvo, também no distrito de Bragança.

Este incêndio chegou a preocupar várias populações, porque tinha três grandes frentes em três concelhos e os meios aéreos não puderam atuar devido às condições climatéricas adversas, ao fumo e poeiras que se fizeram sentir, ao longo destes dias.

De acordo com o comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, o fogo já consumiu mais de 10 mil hectares de terreno.

De acordo com a página oficial na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 08h30 estavam no terrenos 342 operacionais, apoiados por 115 veículos.

A este dispositivo juntam-se oito máquinas de rasto, meios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da GNR.

Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro, num contexto de temperaturas elevadas que motivou a declaração do estado de alerta desde 2 de agosto.

Os fogos provocaram dois mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, na maioria sem gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.

Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, ao abrigo do qual deverão chegar, na segunda-feira, dois aviões Fire Boss para reforço do combate aos incêndios.

Segundo dados oficiais provisórios, até 17 de agosto arderam 172 mil hectares no país, mais do que a área ardida em todo o ano de 2024.

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