Governo retoma Plano de Intervenção para a Floresta e cria novo regime de apoio a prejuízos

Governo retoma Plano de Intervenção para a Floresta e cria novo regime de apoio a prejuízos
| Política
Porto Canal/Agências

O Governo decidiu esta quinta-feira em Conselho de Ministros retomar o Plano de Intervenção para a Floresta 2025-2050, apresentado em março pelo anterior executivo, e criar um “regime geral e permanente” de apoio às populações afetadas por grandes incêndios.

Segundo a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, na sequência dos recentes fogos rurais que assolaram principalmente a região Norte do país, o Governo vai retomar a execução do Plano de Intervenção para a Floresta 2025-2050, apresentado em março pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, com o objetivo de prevenir incêndios e “valorizar a economia da floresta”.

O plano, elaborado no âmbito de meia centena de reuniões com especialistas e entidades públicas e privadas representativas do setor, aponta para 61 ações de curto prazo, em 2025, e 88 iniciativas de médio prazo entre 2028 e 2050.

No ‘briefing’ após a reunião, em Lisboa, a ministra da Administração Interna avançou que, entre as várias decisões relacionadas com a resposta às populações afetadas pelos incêndios, o executivo “já está no terreno”, através dos ministros da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, em articulação com as autoridades locais para promover “o levantamento de danos já existentes”.

Além disso, o Conselho de Ministros decidiu que em vez de “medidas e apoio casuístico fogo a fogo, se deveria preparar um novo regime estrutural e permanente para apoio aos prejuízos causados pelos grandes incêndios”, salientou Maria Lúcia Amaral.

A governante deseja que o novo regime “entre em vigor ainda este verão” e que preste “apoio efetivo a primeiras casas, empresas e agricultores afetados por grandes incêndios”.

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