Câmara de Arouca vai estudar medida para proteger passadiços das chamas

Câmara de Arouca vai estudar medida para proteger passadiços das chamas
Foto: CM Arouca
| Norte
Porto Canal/Agências

A Câmara de Arouca vai estudar uma medida para ajudar a proteger das chamas os Passadiços do Paiva que voltaram a sofrer danos provocados pelo fogo que lavra naquele concelho do distrito de Aveiro, indicou esta quinta-feira a autarquia.

“Já solicitei à equipa para pensarmos agora na reconstrução, termos aqui uma medida inovadora que nos permita com mais facilidade aceder a determinados pontos e ter algum mecanismo que permita aqui, pelo menos, conter estes focos junto aos passadiços”, disse à Lusa a presidente da Câmara, Margarida Belém.

O incêndio, que está ativo desde segunda-feira em Arouca, destruiu parte dos Passadiços do Paiva, numa extensão de centenas de metros, na zona de Espiunca, onde se situa uma das entradas da infraestrutura que se estende por 8,7 quilómetros ao longo de uma das margens do rio Paiva.

Esta foi a quarta vez que o fogo atingiu este local turístico e que é uma das principais fontes de receita para a economia local.

A situação mais recente aconteceu em setembro de 2024, quando as chamas destruíram parte do troço de madeira dos passadiços, na sequência de um incêndio que deflagrou em Castro Daire, no distrito de Viseu, e passou para Arouca.

A infraestrutura reabriu no mês de abril, na sua extensão total, após três meses de obras para recuperação dos estragos, que custaram mais de 200 mil euros, mas agora encontra-se novamente fechada.

Para além desta situação, os Passadiços do Paiva sofreram danos provocados por incêndios florestais em setembro de 2015 e agosto de 2016, que também obrigaram a obras de recuperação que duraram vários meses, período em que a infraestrutura esteve parcialmente encerrada.

Inaugurado em junho de 2015, os Passadiços do Paiva receberam até agora cerca de 1,8 milhões de visitantes de vários países e faturaram cerca de 1,9 milhões de euros, mediante bilhetes a preços que vão até aos dois euros, consoante a idade e o concelho de residência do visitante.

No entanto, o retorno financeiro para o concelho será muito maior se forem tidas em conta as receitas do alojamento local, da restauração e da animação turística.

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