Fogo por controlar no parque da Peneda-Gerês já consumiu cerca de seis mil hectares

Fogo por controlar no parque da Peneda-Gerês já consumiu cerca de seis mil hectares
| Norte
Porto Canal/Agências

O incêndio que deflagrou no sábado em Ponte da Barca já consumiu cerca de seis mil hectares do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), sendo que as chamas estão ainda por controlar, disse esta quinta-feira o presidente da Câmara.

“Esse número [de área ardida] vai aumentar porque o fogo ainda lavra em vários pontos do PNPG”, afirmou à agência Lusa Augusto Marinho.

O incêndio começou no sábado à noite em Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, e alastrou na quarta-feira ao concelho de Terras de Bouro, no distrito de Braga.

Pelas 11h00, o comandante sub-regional do Ave da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) revelou que, deste incêndio, continuam quatro frentes ativas: três no concelho de Ponte da Barca e uma em Terras de Bouro, a que estava a causar mais preocupação.

Augusto Marinho salientou que “a principal preocupação é deter o fogo antes de chegar às aldeias de Sobredo e Lourido”.

“É preocupante a imprevisibilidade deste fogo, que rapidamente pode ameaçar pessoas e as suas habitações. Em Germil, o fogo está controlado e a evoluir favoravelmente, mas nas aldeias de Sobredo e Lourido é importante travar as chamas. Daí a importância de manter os meios aéreos permanentemente a apoiar os operacionais que estão no terreno, para podermos proteger de forma eficaz as aldeias”, referiu o social-democrata.

De acordo com informação no ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 14h06 o fogo mobilizava 508 operacionais, apoiados por 163 viaturas e seis meios aéreos.

“Não lhe sei confirmar o número de meios aéreos [no local]. A informação que eu tinha é que estariam a operar quatro. Por vezes, há algum desfasamento entre o número de meios aéreos que consta no ‘site’ da ANEPC e os aparelhos que estão em combate, os que estão em coordenação, trabalho que também é importante. Mas estes eu não os considero porque não estão a combater o fogo”, realçou.

Na quarta-feira à noite, cerca de 150 habitantes das aldeias de Britelo, Sobredo, Germil e Lourido foram retiradas das suas habitações, por razões de segurança, face à proximidade das chamas, tendo entretanto regressado durante a manhã.

“Quero deixar uma palavra de agradecimento às populações porque não é fácil nestes cenários [largar] as suas casas, as suas vidas, mas compreenderam e respeitaram a medida, até pela necessidade face ao fumo intenso que se fazia sentir”, destacou.

Augusto Marinho desejou “as rápidas melhoras aos 19 operacionais feridos durante o combate ao fogo que lavra há seis dias, sendo que seis tiveram de receber tratamento hospitalar”.

“A informação que tenho é que estão todos bem”, frisou.

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