Centro de Meios Aéreos de Arcos de Valdevez com dois helicópteros “a tempo inteiro”

Centro de Meios Aéreos de Arcos de Valdevez com dois helicópteros “a tempo inteiro”
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Norte
Porto Canal/Agências

O Centro de Meios Aéreos de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, voltou esta quinta-feira a contar com dois helicópteros a “tempo inteiro”, anunciou o presidente da Câmara Municipal, Olegário Gonçalves.

Em declarações à agência Lusa, Olegário Gonçalves adiantou que o dispositivo daquele centro foi reforçado com mais um meio aéreo Kamov para combater os fogos no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).

“O helicóptero que ficou inoperacional ontem [quarta-feira] após ter embatido numa ramada de videiras, em São Jorge e Ermelo, foi substituído por outro. O que tinha sido deslocalizado para Portalegre regressou esta quinta-feira a Arcos de Valdevez”, explicou o autarca social-democrata.

Segundo Olegário Gonçalves, os dois helicópteros “vão ficar estacionados no Centro de Meios Aéreos de Arcos de Valdevez até ao final da época de risco”.

Em junho, o secretário de Estado da Proteção Civil disse que, para mitigar a ausência de cinco meios aéreos no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2025, um dos dois helicópteros estacionados no Centro de Meios Aéreos de Arcos de Valdevez, que se encontrava em manutenção, ia ser deslocado para Portalegre.

Na ocasião, Olegário Gonçalves disse estar preocupado com a deslocalização de um helicóptero do heliporto local para Portalegre, mas alegou a necessidade de solidariedade para com outras regiões que não dispõem desses meios aéreos.

Já o presidente social-democrata da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho, apelou então ao Governo para reverter a decisão de deslocalizar o segundo meio aéreo do Alto Minho para Portalegre, “para garantir a maior e melhor resposta no combate aos incêndios”.

“O distrito de Viana do Castelo regista, em média, mais de 1.300 incêndios rurais por ano, com um índice de simultaneidade elevado. Em 2024, foi o segundo distrito com maior número de ocorrências, com 265 incêndios, e também o que registou maior área ardida”, alertou Augusto Marinho.

À data, em comunicado enviado às redações a propósito da decisão do Governo de deslocalizar um helicóptero de Arcos de Valdevez para Portalegre, como forma de atenuar a ausência de cinco meios aéreos no DECIR 2025, o autarca do PSD fez "um apelo público ao Governo, na pessoa da ministra da Administração Interna, para reverter a decisão da retirada do segundo meio aéreo do distrito, mantendo todos os meios para garantir a maior e melhor resposta no combate aos incêndios".

Augusto Marinho lembrou ainda que 52% do concelho de Ponte da Barca integra o Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG).

“É fundamental garantir todos os meios possíveis no território para salvaguarda das populações e do imenso património natural existente”, reforçou.

Com uma área total de 222 mil hectares, o distrito de Viana do Castelo tem 208 freguesias, 99 das quais (8,9% do total do país) consideradas prioritárias na prevenção de fogos florestais e onde estão identificados 1.185 lugares prioritários.

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