Nuno Cardoso quer criar jardins, parques e campos desportivos na VCI no Porto

Nuno Cardoso quer criar jardins, parques e campos desportivos na VCI no Porto
| Porto
Porto Canal/Agências

O candidato independente à Câmara Municipal do Porto Nuno Cardoso defendeu esta terça-feira a requalificação da Via de Cintura Interna (VCI), com problemas de congestionamento de trânsito, assente na criação de jardins, parques infantis e desportivos e espaços verdes.

Durante a apresentação da sua proposta para a VCI, Nuno Cardoso, que se apresenta às autárquicas de outubro pelo movimento “Porto Primeiro”, explicou que a sua intenção passa por intervir em cinco zonas críticas entre Ramalde e o Freixo, nomeadamente na Boavista, Paranhos, Arca d’Água, Fernão de Magalhães e Freixo, de forma a criar, nessas, praças suspensas, parque verdes, equipamentos desportivos ao ar livre com campos de basquetebol, futsal e padel, zonas de descanso, ciclovias e um anfiteatro.

O independente explicou que o objetivo é restabelecer o território por cima, ou seja, cobrir a VCI e tirar proveito desse espaço através da criação de novas áreas verdes, equipamentos públicos e zonas de convívio.

A acrescentar a isto, Nuno Cardoso defendeu ainda a reclassificação da VCI de via rápida com perfil de autoestrada para via urbana para, assim, poder limitar a velocidade naquele troço, dissuadindo o tráfego de atravessamento e diminuindo o ruído e a poluição.

Outra das medidas visa acabar com as portagens na Circular Regional Exterior do Porto (CREP), também conhecida como Autoestrada 41 (A41), porque é a única forma de atrair o trânsito àquela e libertar a VCI, entendeu.

“A CREP não está a fazer a função para a qual foi criada, em parte porque é portajada. Ninguém faz mais quilómetros e paga portagens quando pode vir ao centro do Porto onde, apesar de apanhar trânsito, não paga nada”, ressalvou.

Segundo Nuno Cardoso, a VCI foi durante décadas “uma ferida aberta no coração do Porto” que é urgente resolver, sendo esta solução semelhante àquilo que se faz noutros países europeus.

Em sua opinião, implementar portagens na VCI, como defendem outros candidatos, não é solução, porque vai ter repercussões para as famílias e empresas, representando mais custos para todos.

Em entrevista ao JN publicada no sábado, o candidato da coligação PSD/CDS/IL à Câmara do Porto, Pedro Duarte, defendeu que “a determinadas horas do dia deve-se portajar bastante a VCI aos pesados”.

Considerando que aquela via “é um cancro no meio da cidade”, Pedro Duarte comprometeu-se a apresentar uma solução diferente a partir de 01 de janeiro, designadamente retirar as portagens na Circular Regional Externa do Porto (CREP), permitindo uma alternativa gratuita, para poder portajar quem usa a VCI enquanto meio de ligação entre norte-sul ou sul-norte.

Esta medida, acrescentou, terá que ser concertada com os autarcas vizinhos.

Em comunicado divulgado na segunda-feira, e em resposta a estas afirmações, a candidatura da CDU à Câmara do Porto, encabeçada por Diana Ferreira, rejeitou “mais portagens” e defendeu “mais investimento em infraestruturas e transportes públicos”.

Classificando como “inaceitáveis” as declarações de Pedro Duarte, a CDU disse que portagens a determinadas horas do dia na VCI é uma “medida injusta” e “representa um retrocesso perigoso na política de mobilidade da cidade e da região”.

Para a coligação PCP/PEV, é imperativo acabar com as portagens na CREP e são necessárias “mais carreiras da STCP”, bem como “reforçar a rede de metro (designadamente com a linha do Campo Alegre), reabrir o ramal da Alfândega, concluir o IC29, requalificar acessos e expandir as ligações ferroviárias”.

Concorrem à Câmara Municipal do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU), Nuno Cardoso (movimento Porto Primeiro), Aníbal Pinto (Nova Direita), Pedro Duarte pela coligação "O Porto Somos Nós" (PSD/IL/CDS-PP), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (movimento Fazer à Porto), António Araújo (movimento Porto à Porto), Alexandre Guilherme Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre) e Miguel Corte-Real (Chega).

O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.

As eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro.

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