Câmara do Porto vota ceder terrenos da Escola Ramalho Ortigão ao FC Porto por 70 anos

Câmara do Porto vota ceder terrenos da Escola Ramalho Ortigão ao FC Porto por 70 anos
| Porto
Porto Canal/ Agências

O executivo da Câmara do Porto vai votar ceder o direito de superfície de uma parte do terreno da Escola Ramalho Ortigão ao FC do Porto por 70 anos, para a construção e exploração de um pavilhão desportivo, foi anunciado esta quinta-feira.

O terreno tem uma área de 8.373 metros quadrados (m2), corresponde a uma parcela da desativada Escola EB 2,3 Ramalho Ortigão na Rua do Dr. Sousa Avides, junto às Piscinas de Campanhã, está avaliado em mais de 3,5 milhões de euros e o seu valor anual bruto por um direito de superfície por 70 anos está avaliado em 131.875,63 euros.

Na proposta, a que a Lusa teve hoje acesso, os vereadores com o pelouro do Espaço Público e o pelouro da Juventude e Desporto, Pedro Baganha e Catarina Araújo, contextualizaram que o Futebol Clube do Porto solicitou esta cedência “para a construção de um pavilhão multidesportivo para acolher todos os seus escalões de formação, alargar a prática desportiva a mais munícipes, nomeadamente no que se refere à vertente do desporto feminino, e incrementar a oferta de desporto adaptado”.

O executivo vai votar que, para além da cedência do terreno, seja celebrado um Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo com um prazo de quatro anos e ainda que seja atribuído um apoio ao clube no valor de 525.102,50 euros para esse período.

Assim, esse apoio ao ser dividido por 48 meses (quatro anos), e subtraído ao valor mensal da cedência do terreno (que seria 10.989,64 euros), fará com que o FC Porto pague um “valor mensal simbólico” de 50 euros durante quatro anos.

Nos restantes 66 anos, o clube deverá pagar mensalmente 10.989,64 euros pela cedência do terreno.

Ao ser aprovada pelo executivo, a proposta é depois submetida a autorização prévia da Assembleia Municipal.

As obras necessárias à construção do pavilhão multiusos, que terá uma área de 4.500 m2, “serão da responsabilidade do Futebol Clube do Porto, sem prejuízo da sua submissão a prévio controlo municipal” e o clube será ainda responsável pela “demolição das construções existentes na parcela a ceder, bem como a construção de acesso à Rua do Dr. Sousa Avides”, pode ler-se na proposta.

O prazo para a conclusão da obra de construção será de três anos após a escritura pública.

Na proposta que assinam, os vereadores Pedro Baganha e Catarina Araújo afirmam que este equipamento, ao permitir que o FC Porto consiga dar resposta às necessidades dos escalões de formação do clube, vai “aumentar as possibilidades de oferta desportiva na cidade, como também aumentar o envolvimento do FC Porto com a cidade e a comunidade, sobretudo crianças, jovens e pessoas com necessidades especiais”.

“O apoio ao desporto e às associações desportivas deve ser entendido como um investimento na saúde pública, na inclusão e no desenvolvimento integral dos cidadãos, contribuindo também para a prevenção de comportamentos de risco entre os mais jovens”, escrevem os vereadores, que relembram que nas proximidades do terreno está a ser construído o Campo Municipal de Campanhã, “criando nesta zona uma oferta desportiva de excelência”.

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