Nuno Cardoso, candidato à Câmara do Porto, quer todas linhas da STCP com frequência de 5 minutos

Nuno Cardoso, candidato à Câmara do Porto, quer todas linhas da STCP com frequência de 5 minutos
Foto: Porto Canal
| Porto
Porto Canal / Agências

Nuno Cardoso, candidato independente à Câmara do Porto, quer que os autocarros da STCP tenham uma frequência de cinco minutos em todas as linhas durante todo o dia.

“Precisamos de uma rede de transportes cada vez mais eficiente. O metro é o elemento estrutural dessa rede, mas enquanto não tivermos rede de metro para todo o território, temos que ter uma STCP [Sociedade de Transportes Coletivos do Porto] mais eficiente”, disse.

O candidato disse ainda querer que “a rede da STCP tenha frequência durante as horas de ponta, mas também fora das horas de ponta. Para isso a STCP vai precisar de comprar uma nova frota de autocarros pequenos e elétricos que garanta uma frequência durante todo o dia de cinco minutos em todas as linhas”.

Durante o período de férias, Nuno Cardoso, que apresentou a sua candidatura num evento que juntou cerca de uma centena de pessoas no Jardim das Virtudes, no centro do Porto, disse ainda querer criar um serviço municipal de transportes de crianças.

Para além da mobilidade, a candidatura de Nuno Cardoso foca-se ainda em outros quatro pilares: habitação, segurança, emprego jovem e envelhecimento.

Para resolver o problema da habitação, um dos motivos que aponta como motivação para apresentar a sua candidatura, Nuno Cardoso quer criar um programa que incentive os proprietários das 20 mil casas devolutas da cidade a colocá-las no mercado e quer criar uma “cooperativa de interesse público” que seja uma incubadora para surgirem outras cooperativas de habitação.

Para criar empregos capazes de fixar os jovens na cidade, o candidato prometeu um projeto para a freguesia de Ramalde.

"Vamos ter o maior projeto de regeneração urbana do país na atualidade, que vai ser na zona industrial de Ramalde que são 100 hectares que hoje têm um peso na economia da cidade relativamente reduzido porque está muito terceirizado para o setor automóvel e nós queremos ali criar um grande polo de indústrias inovadoras e tecnológicas e ao mesmo tempo criar habitação. Vamos fazer uma nova cidade naquele território”, revelou.

Em matéria de segurança, afirmou não querer que existam “polícias de primeira e polícias de segunda”, revelando querer dar melhores condições à Polícia Municipal através da construção de raiz de uma nova sede.

Com a população mais velha na mira, Nuno Cardoso acredita que o isolamento se combate com "habitação colaborativa" e quer criar um projeto de 50 habitações colaborativas publicas junto dos empreendimentos habitacionais públicos

Também a regionalização, “aquilo que falta cumprir do 25 de Abril e que é preciso conquistar ao centralismo”, foi tema da apresentação que juntou perto de uma centena de pessoas no Jardim das Virtudes, no centro da cidade.

“ O Porto tem que ser a cabeça de uma região [Norte], precisa de sentir e ter as dores dessa região. Temos que ser uma cabeça que defende a região pelo todo, afirmou o candidato, que lamentou que nenhum autarca do Porto se tenha insurgido pela crise que tem afetado o Douro vinhateiro.

Nuno Cardoso, engenheiro, já foi presidente da autarquia (entre 1999 e 2001 pelo PS), e avança agora como independente do movimento "Porto Primeiro".

Concorrem à Câmara Municipal do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU), Nuno Cardoso (movimento Porto Primeiro), Aníbal Pinto (Nova Direita), Pedro Duarte pela coligação "O Porto Somos Nós" (PSD/IL/CDS-PP), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), o atual vice-presidente Filipe Araújo (movimento Fazer à Porto), António Araújo (movimento Porto à Porto), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega) e Sérgio Aires (BE).

O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.

As eleições autárquicas foram agendadas para 12 de outubro.

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