Fernando Arriscado é o candidato do CDS à Câmara da Póvoa de Varzim

Fernando Arriscado é o candidato do CDS à Câmara da Póvoa de Varzim
| Política
Porto Canal/Agências

Fernando Arriscado, jurista e consultor de empresas de 65 anos, é o cabeça de lista do CDS-PP à Câmara da Póvoa de Varzim, no distrito do Porto, nas eleições autárquicas deste ano, confirmou o próprio à agência Lusa.

“A principal razão que me levou a avançar com esta candidatura foi o profundo atraso da Póvoa. A cidade está estagnada há 30 anos. Há um desligar total entre o executivo camarário e a realidade da população”, afirmou o candidato centrista à Lusa, apontando como exemplo “o investimento de milhões no Póvoa Arena, uma unidade cultural que dificilmente será rentável, enquanto há freguesias ainda sem saneamento básico”.

Natural da cidade, Fernando Arriscado retomou a militância do CDS em 2024, como líder da concelhia, a convite do presidente do partido, Nuno Melo, após uma breve passagem pela estrutura local do Chega.

Entre as prioridades do seu programa eleitoral, o candidato destacou o relançamento do turismo de qualidade, a aposta na juventude e no entretenimento, e a redução da burocracia para a criação de negócios no concelho.

“Estamos a afastar os visitantes e os turistas de qualidade ao limitar o acesso automóvel à cidade e à praia. Sem estacionamento e sem transporte público eficaz, não há turismo sustentável. Também não faz sentido uma cidade desligada do divertimento. A juventude fugiu e a cidade está deserta”, defendeu.

O candidato criticou ainda “a ausência de visão estratégica para o desenvolvimento económico”, lembrando que “a Câmara é, provavelmente, o maior empregador da cidade”, o que, na sua opinião, “é sintomático de um tecido empresarial fragilizado”.

Arriscado revelou ainda estar a trabalhar na apresentação de listas em todas as freguesias do concelho, algo que, segundo o próprio, não aconteceu na anterior candidatura autárquica do CDS-PP.

“Já tenho vários candidatos e estou confiante de que vamos concorrer em todas. É sinal de que o partido está com uma nova energia e há vontade de mudar”, partilhou.

Fernando Arriscado afastou a possibilidade de uma coligação do CDS com o PSD, ao contrário de outros municípios do país, justificando que “não faria sentido alinhar com um partido que esteve no poder durante os últimos 30 anos e deixou a cidade estagnada”.

“A continuidade disfarçada não serve os interesses da Póvoa. Sentimos que é preciso uma rutura clara com o modelo de governação instalado. A cidade foi transformada num dormitório e perdeu vitalidade”, complementou.

O jurista reassumiu uma ligação de décadas ao CDS, interrompida por uma curta passagem pelo Chega, partido com o qual rompeu por divergências quanto ao modelo interno de funcionamento.

“Fui convidado para liderar a concelhia [do Chega], mas recusei continuar num partido onde não há eleições internas e tudo funciona por nomeação”, partilhou.

Fernando Arriscado diz ter aceitado o desafio de se candidatar “pela mesma razão que muitos outros que o acompanham: a Póvoa tem de regressar ao dinamismo que já teve no passado, e isso só será possível com uma mudança clara de liderança”.

O executivo da Câmara da Póvoa de Varzim, liderado pelo social-democrata Aires Pereira, que não se pode recandidatar por ter atingido o limite de três mandatos, é atualmente composto por uma maioria do PSD, com sete vereadores, e dois vereadores do PS.

Além da candidatura de Fernando Arriscado, pelo CDS, já foram formalizadas as candidaturas de Andreia Silva, pelo PSD, João Trocado da Costa, pelo PS, Jorge Machado, pela CDU, e José Vasconcelos, pelo Chega.

As eleições autárquicas estão marcadas para o dia 12 de outubro.

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