Feiródromo de Campanhã abre a 12 de julho e procura um novo nome
Porto Canal
As feiras da Vandoma e do Cerco ganham uma nova casa a partir de 12 de julho, com a inauguração do Feiródromo de Campanhã. A nova estrutura, que fica perto da estação de metro de Nasoni, ainda não tem nome, mas a população já pode escolher a denominação futura através de um questionário online.
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Na sua página oficial de Internet, a autarquia divulgou as opções de nomes para o espaço, “fruto de um investimento municipal superior a 800 mil euros”.
“A escolha recairá na opção mais votada destas quatro previamente selecionadas: Mercado Nasoni, Praça Vandoma, Ponto das Feiras e Parque de feiras de Campanhã”, lê-se na nota.
A obra derrapou devido a “problemas de entrega de materiais”, segundo afirmou a vereadora Filipa Correia Pinto, que detém os pelouros das Atividades Económicas e o da Fiscalização, à margem de uma reunião de executivo municipal em 2 de junho.
“Estava prevista a conclusão da obra para o final de maio. Se efetivamente a obra se concluir no tempo que está neste momento assinalado, a obra será inaugurada no final de junho. Em caso contrário, será inaugurada no início de julho”, reiterou a vereadora.
Era fevereiro de 2023 quando a Câmara do Porto apresentou o anteprojeto do novo equipamento para receber as feiras da Vandoma e Cerco. O primeiro concurso para a concretização da obra ficou deserto e tinha o valor base de 651 mil euros. No ano passado, a autarquia lançou o segundo procedimento e a intervenção foi adjudicada à Empribuild por 820 mil euros.
O novo recinto nasce junto à paragem de metro Nasoni e terá capacidade para receber 152 feirantes, 35 dos quais da extinta feira do Cerco.
As bancas “instaladas a céu aberto” possuem uma estrutura para sombreamento. O espaço conta ainda com “edifícios de apoio (instalações sanitárias, cafetaria), iluminação pública, vedação e infraestruturas necessárias ao bom funcionamento do equipamento, nomeadamente eletricidade, abastecimento de água e drenagem de águas residuais e pluviais”.
Numa visita à obra, no início deste ano, o presidente da autarquia, Rui Moreira, revelou que a Câmara não procura naquele espaço uma “fonte de receita municipal”, sendo aquele “um investimento que está a ser feito para manter uma atividade ancestral na cidade”. Por isso, e após queixas e preocupações dos comerciantes, o autarca assegurou que o preço das bancas manter-se-á.
