Petição para classificar Casa da Igreja onde Câmara de Mondim de Basto quer intervir

Petição para classificar Casa da Igreja onde Câmara de Mondim de Basto quer intervir
Foto: CM Mondim de Basto
| Norte
Porto Canal/Agências

Uma petição reclama a classificação da Casa da Igreja, em Mondim de Basto, como imóvel de interesse público, depois de o município anunciar um projeto de requalificação e adaptação do espaço para um centro de turismo.

A petição foi lançada por Paulo Mota, vereador na oposição e cabeça de lista do PS à Câmara de Mondim de Basto nas próximas autárquicas, vai ser remetida para a Património Cultural, IP. e alerta para uma alegada destruição do património e da intervenção do arquiteto Fernando Távora.

O presidente da Câmara de Mondim de Basto, Bruno Ferreira, disse esta quarta-feira à agência Lusa não perceber o porquê das críticas ao projeto, realçando a necessidade de uma intervenção e o “estado de abandono” da Casa da Igreja, onde disse chover dentro do edifício.

“Desde que consultámos o caderno de encargos para o projeto na Casa da Igreja que antecipávamos que algo deste tipo pudesse vir a ser apresentado e, agora que é conhecido o projeto, confirma-se o pior e há uma completa destruição daquilo que é o património”, afirmou Paulo Mota.

O abaixo-assinado descreve a Casa da Igreja como uma “construção senhorial, brasonada, de traça barroca, com possíveis raízes medievais, que foi profundamente reabilitada no final dos anos 50 pelo arquiteto Fernando Távora”.

“A câmara diz claramente ao que vem, ou seja, é uma preservação da fachada e, portanto, é uma preservação de fachada, só que o valor patrimonial daquela obra está exatamente nos detalhes”, afirmou Paulo Mota, referindo que se trata de um solar do século XVIII.

No texto da petição pode ler-se ainda que o “projeto apresentado pelo município ignora por completo o valor do património edificado existente, propondo a demolição total do interior da construção, numa atitude meramente ‘fachadista’, bem como de algumas partes pétreas antigas”, prevendo-se ainda a “eliminação dos elementos arquitetónicos criados por Távora, criando um pavilhão de cerca de 400 metros quadrados, implantado precisamente sobre o espaço de lazer concebido pelo arquiteto”.

Pelo que salienta que se trata “de um programa totalmente desmesurado e descontextualizado”.

Bruno Ferreira, recandidato a um segundo mandato pelo PSD, salientou a necessidade de encontrar uma solução para reabilitar a Casa da Igreja, que “está ao abandono já há vários anos”.

O projeto do município passa pela criação, naquele espaço, de um centro de turismo, mantendo, segundo garantiu, “toda a traça, o edifício histórico”, bem como outros elementos característicos como uma escadaria, um pátio interior e o jardim histórico, que já está classificado.

O autarca disse que o interior do edifício terá de ser reabilitado de “forma a torná-lo funcional”, que com esta solução o “espaço estará aberto e ao serviço da comunidade” e que a obra é para avançar ainda este ano.

Bruno Ferreira referiu que o objetivo do projeto é dar um incentivo à economia, explicando que ali nascerá um espaço de incubação para empreendedores ligados à atividade, bem como salas de formação e, numa fase posterior, pretende-se lecionar cursos ligados ao turismo.

Será um espaço, concluiu, que “permita a ativação turística de todo o concelho”.

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