Associação questiona APDL sobre novo terminal de contentores e "projetos cruciais"

Associação questiona APDL sobre novo terminal de contentores e "projetos cruciais"
Foto: APDL
| Norte
Porto Canal / Agências

A Associação Viver Matosinhos questionou a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) sobre se o projeto do novo terminal de contentores foi “abandonado”, por ter “expirado a validade das declarações de impacte ambiental”.

Numa carta dirigida à APDL na terça-feira, a que a Lusa teve, esta quarta-feira, acesso, a associação fundada pelo impulsionador do Movimento Diz Não ao Paredão, que contesta as obras no Porto de Leixões e ex-candidato à Câmara de Matosinhos pelo Iniciativa Liberal, Humberto Silva, pede ainda uma informação detalhada “sobre o projeto submetido em sede de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) para a reconversão do Terminal Norte do Porto de Leixões”.

“É fundamental compreender a sua articulação com a marina de recreio, escolas de vela, escolas de mergulho e restantes entidades que atualmente desenvolvem a sua atividade naquela localização”, observa.

A associação manifesta “profunda preocupação relativamente ao ponto de situação de projetos cruciais para o desenvolvimento e competitividade do Porto de Leixões que, como se sabe, não são isentos de impactos ambientais e sociais e, também por isso, merecem uma redobrada atenção e exigência na sua execução”.

Sobre o novo Terminal de Contentores e a Reconversão do Terminal Norte, Humberto Silva diz ser “de conhecimento público que o aumento da capacidade e da competitividade do Porto de Leixões assenta em três projetos interdependentes: o prolongamento do quebra-mar exterior; o aprofundamento da bacia de rotação e canal de acesso; e um novo cais de acostagem para receber navios de maior dimensão”.

“Os dois primeiros encontram-se já em fase de conclusão, contudo, sobre o projeto do Novo Terminal de Contentores — vital para o aumento da capacidade portuária e para a plena justificação dos investimentos já realizados — nada se sabe concretamente”, afirma.

Quanto ao “investimento e utilidade do prolongamento do Quebra-mar Exterior e das Acessibilidades”, a associação diz que, “para as duas primeiras empreitadas, que visavam primariamente a capacidade de acolher navios de grande porte, reporta-se um custo de aproximadamente 190 milhões de euros”.

“No entanto, na ausência do novo terminal ou de um terminal norte devidamente reconvertido e funcional, este investimento significativo parece não cumprir o seu propósito original”, alerta.

A associação reconhece “que estas intervenções melhoram as condições de acesso e de segurança do porto”, mas recorda que “o principal objetivo declarado para este investimento foi o de relançar a competitividade do Porto de Leixões, especificamente com a receção de navios de grande porte, com cerca de 300 metros de comprimento”.

“Sem um terminal com capacidade de operação adequada para estes navios, a plena utilidade das obras realizadas é, no mínimo, questionável”, diz, pedindo à APDL que “se pronuncie sobre o montante investido nestas infraestruturas”.

Em concreto, Humberto Silva quer saber “como se justifica o gasto de tal soma do erário público num projeto que, até à data desta missiva, não tem um desfecho definido”.

Questionada pela Lusa, a APDL remeteu esclarecimento sobre estas questões para um momento oportuno.

+ notícias: Norte

PJ detém suspeito de esfaquear três pessoas em Santa Maria da Feira

A Polícia Judiciária (PJ) divulgou, esta segunda-feira, a detenção de um homem, de 25 anos, suspeito de ter esfaqueado três pessoas num bar em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.

Ministra da Saúde recusa caos no SNS e garante que não desiste

A ministra da Saúde recusou, esta segunda-feira, que exista caos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), negou que se desvalorize o que corre “menos bem” e reafirmou que não vai desistir do cargo.

Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro realiza auditoria à unidade de saúde de Estarreja

A Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro (ULS RA) vai realizar, a partir de terça-feira, uma auditoria interna à Unidade de Saúde de Cuidados Personalizados de Estarreja, revelou esta segunda-feira uma fonte municipal.