André Villas-Boas: “Um ano ao serviço do FC Porto”

André Villas-Boas: “Um ano ao serviço do FC Porto”
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Porto Canal

Um ano depois do “maior afluxo associativo a um ato eleitoral do FC Porto”, André Villas-Boas considera “imperativo proceder a uma reflexão sobre o que foi alcançado até ao momento” e não se coíbe de analisar “os factos violentos relacionados com uma época desportiva que ficou aquém das expectativas”.

No editorial da revista Dragões, o presidente garante que no futebol “o objetivo imediato é terminar o campeonato honrando, com brio, os valores do Clube e participar com sucesso no novo Campeonato do Mundo de Clubes, de forma a concluir esta época desportiva com a maior dignidade e respeito aos sócios e adeptos”.

 

“Cabe-me assumir as responsabilidades pelas falhas e garantir a construção de um futuro melhor, com ativos fortalecidos, gerando mais-valias que nos permitam alcançar os títulos que tanto desejamos e ansiamos. Desta forma, poderemos retribuir a confiança em mim e na minha direção depositada por todos”, escreve o líder máximo de “um Clube com valores bem definidos, que impõe elevados padrões de exigência e apenas ambiciona o sucesso”.

“Mas quando a derrota teima em aparecer, resistem aqueles que acreditam no trabalho e na competência e que não se esquivam à luta. É neste ponto que nos inserimos, com a responsabilidade de restaurar o sorriso e a alegria de todos os portistas. É o meu maior anseio”, acrescenta André Villas-Boas antes de fazer uma “reflexão sobre todos os demais aspetos”.

Nas palavras do dirigente, “o FC Porto é agora um Clube com uma situação financeira mais sólida, que cumpriu todos os controlos trimestrais da UEFA e que, apesar da ausência de receitas da Liga dos Campeões, obteve resultados positivos graças a um enorme esforço” e “desta forma está alicerçado um futuro de sustentabilidade, adotando uma filosofia e uma atuação de gestão sem paralelo nos clubes portugueses”.

Satisfeito por ver “um envolvimento social cada vez mais acentuado”, o presidente destaca “o lançamento da Fundação FC Porto”, “o reforço do ecletismo com o lançamento das equipas de futebol feminino e de futsal” e “o aumento de 14% no número de sócios em menos de um ano” que “fortalece significativamente a ligação à massa adepta”.

Além disso, “o Clube está a investir no desenvolvimento das suas infraestruturas, com a requalificação do Estádio do Dragão em curso, com projetos de novos pavilhões e o desenvolvimento do tão necessário Centro de Alto Rendimento”, “tendo evoluído para um novo estatuto societário e empresarial” após “estabelecer novas bases de modernização e profissionalismo”.

Apostado em “adquirir uma mais pujante presença e dimensão internacional” e em “abrir 100 escolas em todo o mundo até 2032”, André Villas-Boas revela que o FC Porto “fortaleceu a sua posição comercial, consolidando e reforçando os seus principais acordos de patrocínio” e considera “essencial destacar uma operação de impacto internacional, através da emissão dos Dragon Notes, demonstrando que a reputação do FC Porto junto das maiores instituições financeiras internacionais está recuperada”.

Paralelamente, a auditoria forense “permitiu identificar e ganhar a legitimidade merecida de responsabilizar os culpados pelos danos sofridos” graças a uma “ação judicial que visa garantir a reparação integral dos danos causados pelos poderes ilegítimos que se propagaram”. “A construção de um futuro credível, equilibrado, sustentável e de respeito por todos, sobretudo pelos sócios, que são os proprietários legítimos do clube, só é passível de ser realizada através desta forma de atuar empenhada, mas transparente e identificada com os valores da nossa fundação e História”, constata o autor da Visão do Presidente.

Grato aos Órgãos Sociais “pelo empenho, dedicação e sentido de missão que têm demonstrado” nos primeiros 365 dias de “um desafio tão exigente”, André Villas-Boas deixa-lhes uma mensagem: “É graças à vossa competência, responsabilidade e paixão pelo FC Porto que estamos a construir um caminho sólido e a preparar um futuro ainda mais promissor para todos os Portistas”.

“O FC Porto já não volta para trás e vai continuar a afirmar-se como aquilo que é: um fiel representante de um povo, das suas gentes. Passou apenas um ano, seguem-se tantos outros de azul e branco ao peito e com mais taças na mão. Unidos, a vencer”, conclui o presidente no editorial da revista Dragões.

 

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