Vila Nova de Gaia fecha contas de 2024 com resultado positivo de 25,9 milhões de euros
Porto Canal / Agências
A Câmara de Vila Nova de Gaia teve, no ano passado, um resultado líquido positivo superior a 25,9 milhões de euros, mais 11,1 milhões face ao ano anterior, revela o relatório de contas de 2024.
Em declarações à agência Lusa, o presidente a Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues (PS), classificou este dado como “muito positivo”, sobretudo “numa altura em que é preciso estar preparado para não perder nenhuma candidatura de fundos”, disse.
“Não podemos correr o risco de ver as candidaturas aprovadas e não termos disponível verba para a componente nacional”, resumiu, referindo-se a candidaturas aos fundos comunitários PT2030 e às do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Salvaguardando que o saldo que transita de ano para ano “não é tudo lucro”, porque “muitas verbas estão já alocadas a obras que serão entretanto pagas”, Eduardo Vítor Rodrigues apontou que “o saldo atualmente disponível é de cerca de um terço, cerca de oito milhões de euros”.
“O que também é bom. Estas são as contas do equilíbrio e com o regozijo de ter pegado numa câmara pré-falida e de a ter transformado numa câmara sustentável ao nível do que são as melhores câmaras do país como o Porto, Matosinhos ou Sintra. Gaia tem receitas muito mais reduzidas do que qualquer uma delas, mas ao mesmo tempo foi capaz de investir fortemente sem pôr em causa o equilíbrio das contas municipais”, disse o autarca, que completa o seu terceiro e último mandato à frente da Câmara de Vila Nova de Gaia.
Dos principais investimentos futuros, o socialista destacou cinco milhões de euros para reabilitação de escolas, 3,5 milhões para centros de saúde e 40 milhões de euros para um pacote de quase 1.000 habitações de renda acessível.
“E se fizermos as contas ao que é material (investimento e betão) e os programas sociais do Município, este é o ano em que temos mais consequências nos programas sociais (…). É a primeira vez que temos, simultaneamente, reduções de IMI e IRS conjuntamente. Diria que fomos capazes de fazer bom investimento, ter as melhores políticas sociais – com franqueza e falta de humildade – do país e ter os impostos a baixar no bolso dos cidadãos”, concluiu.
De acordo com o documento que vai a votação na reunião camarária agendada para segunda-feira, o passivo de 2024 ultrapassa os 187,3 milhões de euros, estabelecendo-se o saldo de gerência em mais de 41,5 milhões de euros.
A receita global estabeleceu-se em 270,7 milhões de euros, mais 7,1% face a 2023. A receita corrente representa 77,5% deste valor, enquanto a receita de capital representa 9,6%.
“Em 2024, o grau de execução orçamental da receita total cifrou-se em 100,82%”, lê-se no documento.
Quanto à despesa, no ano passado ascendeu a 224,7 milhões de euros, registando-se um acréscimo de 7,8%, mais 16,3 milhões de euros.
