Nomeação da nova administração da Metro do Porto fica para o próximo Governo

Nomeação da nova administração da Metro do Porto fica para o próximo Governo
Foto: Ana Torres | Porto Canal
| Porto
Porto Canal/Agências

A nomeação da nova administração e o lançamento do concurso para a nova subconcessão do Metro do Porto serão decididos pelo próximo Governo, já que o atual está em gestão, disse à Lusa fonte do Ministério das Infraestruturas.

Em resposta a uma questão da Lusa sobre a nomeação da nova administração do Metro do Porto, fonte do Ministério das Infraestruturas e Habitação respondeu que "face ao contexto atual, a área governativa das Infraestruturas e Habitação não pretende avançar com nomeações de gestores públicos até ao final da vigência deste Governo".

Em causa está a nomeação de uma nova administração para a Metro do Porto, já que a atual, liderada por Tiago Braga, terminou o mandato no final de 2024 mas mantém-se em funções desde então, situação que se deverá prolongar.

Já quanto ao lançamento do concurso público para o novo contrato de subconcessão para operar o Metro do Porto, o ministério liderado por Miguel Pinto Luz também respondeu que "tendo em conta o contexto político, o Governo não irá tomar qualquer decisão sobre este assunto".

Esta terça-feira, a Lusa noticiou que a Metro do Porto prorrogou o contrato de subconcessão com o operador ViaPorto, por três meses, pelo valor de 10,9 milhões de euros, de acordo com informação publicada no portal de contratação pública Base.

"Pelo presente aditamento, as partes acordam reciprocamente em prorrogar o prazo de execução do contrato pelo prazo de 03 meses (três meses), devendo o mesmo vigorar até junho de 2025", pode ler-se no aditamento ao Contrato de Subconcessão do Sistema de Metro Ligeiro da Área Metropolitana do Porto, como é oficialmente designado.

De acordo com o documento, "o preço estimado do presente aditamento é de 10.936.688,07 euros", preço a que acresce o IVA, levando o preço do total da subconcessão iniciada em 2018 dos anteriormente previstos 204,3 milhões de euros para os 215,3 milhões de euros.

A despesa foi prevista pela Portaria 176/2025/2, publicada em Diário da República (DR) em 05 de março.

A atual subconcessão terminava este mês.

Em outubro do ano passado, a Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP) do Ministério das Finanças constituiu uma equipa de projeto para preparar uma nova subconcessão do Metro do Porto.

Em causa está a "constituição de uma equipa de projeto para dar início ao estudo e à preparação de uma nova parceria para a subconcessão da operação e manutenção do sistema de metro ligeiro na Área Metropolitana do Porto", refere o sumário do despacho.

O atual contrato de subconcessão, que está atribuída à ViaPorto, do grupo Barraqueiro, teve início em 2018 e a nova subconcessão prosseguirá o modelo de parceria público-privada (PPP).

Atualmente, a Metro do Porto conta com seis linhas em operação e 85 estações, espalhadas pelos concelhos do Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar, Vila do Conde e Póvoa de Varzim.

Estão em construção a Linha Rosa (G), entre São Bento e Casa da Música (Porto), e a Linha Rubi (H), entre Santo Ovídio (Vila Nova de Gaia) e Casa da Música (Porto).

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