Militar da GNR mordido por cães que terão causado uma morte na Feira

Militar da GNR mordido por cães que terão causado uma morte na Feira
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Norte
Porto Canal / Agências

Um militar da GNR foi mordido esta sexta-feira por um dos cães que terão matado um homem de 68 anos em Santa Maria da Feira, revelou essa força policial, atribuindo o ataque aos procedimentos para captura da matilha.

Segundo fonte do comando distrital de Aveiro da GNR, a situação deu-se na freguesia de Nogueira da Regedoura, onde se situa o depósito de inertes em que quinta-feira o homem de 68 anos, proprietário do terreno, terá sido atacado por cães.

Fonte do comando da GNR disse à Lusa que as circunstâncias exatas da morte do homem só serão apuradas após concluídas as devidas perícias forenses, mas explicou que, quanto aos factos desta sexta-feira, a situação é mais clara: “O militar foi mordido numa perna por um dos canídeos quando estava a dar apoio aos técnicos do Município de Santa Maria da Feira nas operações para identificar e capturar os animais”.

A esse ferimento ligeiro não é reconhecida gravidade, mas o guarda recebeu ainda assim tratamento no Hospitalar São Sebastião, “sobretudo para se evitarem infeções”.

Quanto à segurança pública face às ocorrências destes dois dias, a mesma fonte do comando da GNR afirmou que a matilha está a ser cercada.

“Neste momento está-se a fazer tudo para sanar o problema, com trabalhos para restringir as movimentações dos animais, com vista à sua captura”, adiantou.

Contactada pela Lusa, a Câmara da Feira também mencionou incertezas quanto à morte de quinta-feira: “Até agora, desconhecem-se as circunstâncias da trágica ocorrência, nomeadamente se estão em causa cães com dono ou errantes, com ou sem ‘chip’, pelo que se aguarda o apuramento dos factos pelas autoridades competentes”.

Tendo em conta também o ataque desta sexta-feira, a autarquia contratou “uma equipa especializada de veterinários para imobilizar os animais com recurso a balas com tranquilizantes”.

“Assim que a matilha seja localizada, cercada e imobilizada, os cães serão encaminhados para o Canil Intermunicipal da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria, para aí se aferir o grau de perigosidade de cada um dos animais”, salientou a fonte.

Essa solução não agrada, contudo, à coordenação local do Bloco de Esquerda (BE), que, sobre o mesmo assunto, declarou em comunicado que “a Câmara Municipal da Feira refugia-se no facto de existir um canil intermunicipal – que também serve os concelhos de Arouca, Espinho, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira e Vale de Cambra – e esta resposta é de longe manifestamente insuficiente para as necessidades desses municípios”.

O partido defende “a urgência da construção de um canil municipal com dignidade, de modo a responder à calamidade de matilhas de cães abandonados no concelho”.

Essa medida deve ainda ser complementada, segundo o BE, com o incentivo à adoção responsável e com o reforço dos meios de controlo de animais errantes, no que o partido quer incluídos “todos os procedimentos clínicos necessários para salvaguardar a saúde pública e o bem-estar animal, de modo a que se evitem mais tragédias como as dos últimos dias”.

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