Bloco de Esquerda defende plano para a zona da Rua de Costa Cabral no Porto

Bloco de Esquerda defende plano para a zona da Rua de Costa Cabral no Porto
Foto: Porto.
| Porto
Porto Canal / Agências

O Bloco de Esquerda quer um debate público sobre a Rua de Costa Cabral, no Porto, a preparação de um plano para aquela zona da cidade e a garantia de que não haverá sobrecarga automóvel associada aos projetos urbanísticos previstos.

O vereador bloquista na Câmara do Porto, Sérgio Aires, vai apresentar na segunda-feira, na reunião pública do executivo, três propostas que compõem o denominado Plano para a Rua de Costa Cabral e que visa dar à artéria da cidade “uma vida urbana mais sustentável, que permita a respiração das várias funções – habitação, comércio, educação, encontro pedonal – que estão a ser prejudicadas pela função viária e de atravessamento”.

Na síntese da proposta, o representante do BE enfatiza haver sítios onde a circulação e o estacionamento dos veículos retira espaço à circulação pedonal, bem como troços onde o autocarro é muitas vezes impedido de transitar pelo estacionamento em linha amarela, para além de vários acidentes.

Na proposta de recomendação, a que a Lusa teve acesso, o BE fala em processos urbanísticos que “pretendem acrescer à zona mais de 500 lugares de estacionamento”.

Os processos em causa são para o quarteirão que envolve a Rua de Costa Cabral, do Lima, da Alegria e Constituição, designadamente o desenho de uma via paralela entre as ruas da Constituição e do Lima, o processo do Académico Futebol Clube e o urbanístico que pretende construir 140 fogos e um espaço comercial intermédio.

O Bloco refere que ainda não analisou o processo relativo aos terrenos da Santa Casa da Misericórdia, que poderá vir a aumentar a pressão de estacionamento.

“A confirmar-se, implica um estímulo à sobrecarga automóvel neste já altamente congestionado quarteirão da cidade”, assinala na proposta Sérgio Aires.

O vereador defende, por isso, “um debate público com moradores da Rua de Costa Cabral e da zona, representantes das escolas, comerciantes e técnicos urbanistas onde estas questões sejam postas em cima da mesa com toda a transparência”, bem como propõe o início dos trabalhos necessários à “preparação de um futuro plano para a zona e para os três troços distintos da Rua de Costa Cabral”.

O bloquista quer também que o executivo “garanta que os processos urbanísticos em curso não representam uma maior sobrecarga rodoviária, estabelecendo critérios de lugares de estacionamento máximo que englobem todo o quarteirão e não apenas as operações isoladamente”.

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