Marques Mendes quer "senadores" para punir deputados infratores

Marques Mendes quer "senadores" para punir deputados infratores
Foto: Lusa
| Política
Porto Canal/ Agências

O candidato presidencial Marques Mendes defendeu este domingo, em Braga, que a Assembleia da República tem de ter instrumentos, designadamente “uma espécie de senadores”, para aplicar sanções a deputados.

Falando durante um encontro nacional da imprensa local e regional, Marques Mendes sublinhou que aquela é uma medida necessária para reforçar a ética na vida política.

“A Assembleia da República tem de ter instrumentos para aplicar sanções a deputados, quando isso se justifique”, referiu.

Sublinhou que as sanções não podem ser aplicadas por outros deputados, porque isso seria ser juiz em causa própria, pelo que sugeriu a criação de uma “espécie de senadores”.

“Se for Presidente da República, não vou ficar calado”, acrescentou.

Como exemplo, questionou se será correto que um deputado que “rouba malas” possa continuar tranquilamente sentado na Assembleia da República, sem que nada lhe aconteça.

Paralelamente, Marques Mendes defendeu que os partidos, da mesma forma que têm comissões disciplinares e financeiras, devem também ter “comissões de ética, com senadores à frente”.

Advogou ainda que é preciso mudar o método de escolha dos deputados.

“Atualmente, votamos em partidos sem fazermos ideia dos deputados que estão no caldeirão”, criticou.

Durante a sua intervenção, Marques Mendes mostrou indignação pela crise política que levou a eleições legislativas antecipadas e vaticinou que se seguirão “outras crises semelhantes”.

Por isso, disse que um Presidente da República tem de saber como é que as crises podem ser evitadas.

Se for só para dissolver a Assembleia da República e marcar eleições, afirmou, “qualquer um dá”.

Em relação à imprensa, Marques Mendes considerou correto o apoio do Estado, considerando que, se isso não acontecer, “vai haver uma crise nos próximos tempos” e isso seria “um perigo para a democracia”.

“Se eu for Presidente da República, isso [imprensa] será uma causa essencial, porque aqui joga-se a democracia”, vincou.

Lembrou, no entanto, que todos os governos sofrem com a “ditadura” do Ministério das Finanças, pelo que defendeu que o governante com a tutela da comunicação social terá de saber “bater o pé” e ter força política para fazer vingar os seus propósitos.

+ notícias: Política

PSD: Montenegro eleito novo presidente com 73% dos votos

O social-democrata Luís Montenegro foi hoje eleito 19.º presidente do PSD com 73% dos votos, vencendo as eleições diretas a Jorge Moreira de Silva, que alcançou apenas 27%, segundo os resultados provisórios anunciados pelo partido.

Governo e PS reúnem-se em breve sobre medidas de crescimento económico

Lisboa, 06 mai (Lusa) - O porta-voz do PS afirmou hoje que haverá em breve uma reunião com o Governo sobre medidas para o crescimento, mas frisou desde já que os socialistas votarão contra o novo "imposto sobre os pensionistas".

Austeridade: programa de rescisões poderá conter medida inconstitucional - jurista

Redação, 06 mai (Lusa) - O especialista em direito laboral Tiago Cortes disse hoje à Lusa que a constitucionalidade da medida que prevê a proibição do trabalhador do Estado que rescinde por mútuo acordo voltar a trabalhar na função Pública poderá estar em causa.