Lionesa Business Hub alerta que falta de conforto pode comprometer sucesso da Linha de Leixões

Lionesa Business Hub alerta que falta de conforto pode comprometer sucesso da Linha de Leixões
| Norte
Porto Canal/ Agências

A Lionesa alertou esta segunda-feira que a "falta de conforto e infraestruturas de acesso" na Linha de Leixões podem comprometer o sucesso da reativação, mostrando-se disponível para "criar condições" em Leça do Balio, estação próxima ao seu centro empresarial.

"A falta de conforto e de infraestruturas de acesso pode levar rapidamente ao desuso da linha", alerta num comunicado enviado à Lusa Eduarda Pinto, diretora-geral do Lionesa Business Hub, centro empresarial em Leça do Balio, concelho de Matosinhos, distrito do Porto, próximo à atual estação terminal do serviço de passageiros da Linha de Leixões, que foi reativado em 09 de fevereiro.

Apesar de ter registado, nos primeiros 10 dias de funcionamento, a adesão de quase 18 mil passageiros (média de 2.200 nos dias úteis, a responsável refere que a Linha de Leixões "enfrenta desafios que podem comprometer a sua viabilidade a longo prazo".

"O trajeto ainda carece de intervenção para garantir uma experiência de mobilidade mais eficiente e acessível", considerando que "sem um plano de investimento e requalificação que contemple estas necessidades, a linha corre o risco de não atingir o seu verdadeiro potencial como solução estruturante para a mobilidade da região".

Concretamente sobre a estação de Leça do Balio, nas imediações da Lionesa, Eduarda Pinto refere que, "apesar da curta distância a pé - 15 minutos -, as infraestruturas de acesso são insuficientes" até ao centro empresarial.

Para Eduarda Pinto, "a travessia da linha para o outro lado da estação é uma medida que ajudaria a reduzir o tempo de trajeto para metade e que irá contribuir significativamente para o aumento e eficiência do percurso".

A responsável assinala ainda que como a estação de Leça do Balio serve atualmente "como armazém para uma empresa de construção, o conforto dos passageiros que a utilizam é comprometido".

De acordo com a responsável, o grupo Lionesa mostra-se disposto "a criar condições na própria estação" de Leça do Balio.

Atualmente, a Lionesa disponibiliza um vaivém entre a estação de Leça do Balio e as suas instalações, sendo feitas diariamente nove viagens gratuitas para os trabalhadores do centro empresarial.

Apesar de novos apeadeiros em Hospital São João e Arroteia, e de terem sido instaladas novas plataformas em São Gemil e Contumil, a estação de Leça do Balio não conta com um único abrigo e está emparedada, estando as estações de São Mamede de Infesta e São Gemil também fechadas.

Na quarta-feira, o presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), Miguel Cruz, após uma viagem na linha, assinalou ser precisa a "melhoria das estações e recuperação das estações, que é um trabalho que necessariamente tem de ser feito".

"Foi feita a reabertura desta linha e o sucesso comercial justifica que o trabalho continue", frisou Miguel Cruz.

Quanto à chegada até Leixões, à zona onde está a estação de metro do Senhor de Matosinhos e ligações à rede rodoviária da STCP e Unir, e ao futuro metrobus, "haverá, assim que possível, novidades".

O serviço de passageiros efetua paragem em Porto-Campanhã, Contumil, São Gemil, Hospital São João (novo apeadeiro) São Mamede de Infesta, Arroteia (novo apeadeiro) e Leça do Balio. Para já, ficou de fora a reabertura até Leixões.

Realizam-se "60 comboios nos dias úteis, 30 em cada sentido, com oferta de dois comboios por hora e por sentido nas horas de ponta da manhã e da tarde", e "aos sábados, domingos e feriados realizam-se 34 comboios, 17 por sentido".

A partir de março, deverá entrar em funcionamento uma linha de autocarro da Unir, com uma frequência por hora, entre a estação de Leça do Balio e a Câmara de Matosinhos, disse à Lusa o vice-presidente da autarquia matosinhense, Carlos Mouta.

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