PS/Porto e PS/Gaia acusam PSD do distrito do Porto de pisar linhas vermelhas

PS/Porto e PS/Gaia acusam PSD do distrito do Porto de pisar linhas vermelhas
Pedro Benjamim | Porto Canal
| Porto
Porto Canal/Agências

O PS do Porto e de Vila Nova de Gaia acusaram o PSD de, no distrito, estar a “pisar linhas vermelhas e criticaram as declarações a propósito da queixa tornada pública na sexta-feira pelo presidente da Câmara de Gaia.

Num comunicado conjunto, a Federação Distrital do PS/Porto e a Concelhia do PS/Gaia elogiam o trabalho de Eduardo Vítor Rodrigues, eleito presidente de Câmara em Vila Nova de Gaia pela primeira vez em 2013 que na sexta-feira revelou que apresentou queixa no Ministério Público (MP) contra o procurador Rafael Castelo, que alegadamente interveio num processo que envolve o autarca, sendo casado com uma autarca local e dirigente do PSD/Gaia.

Na sequência deste anúncio, no sábado, foram várias as vozes sociais-democratas do distrito do Porto a criticar a postura de Eduardo Vítor Rodrigues, nomeadamente o presidente da Distrital PSD/Porto, Pedro Duarte, para quem o autarca de Gaia revela “desespero”.

“O PSD, também neste caso de Gaia, oscila entre os fantasmas do passado e a inexistência política do seu presente, entregue a manobras mais próprias de quem gosta de pisar e ultrapassar a linha vermelha que o PSD nacional diz ter estabelecido”, escreve a Federação PS/Porto e a Concelhia PS/Gaia, estruturas presididas por Nuno Araújo e João Paulo Correia, respetivamente.

No comunicado, ambos dizem que é “inequívoca e amplamente reconhecida por todos a transformação ocorrida em Vila Nova de Gaia”, um trabalho, dizem, “liderado por Eduardo Vítor Rodrigues e todos os autarcas do PS ao longo dos últimos 12 anos”.

“Resgatámos o município da falência técnica ao mesmo tempo que demos às pessoas melhores serviços públicos, como o alargamento da rede de metro, a reabilitação e expansão do hospital de Gaia, com a defesa do ambiente, da educação e da ação social”, escrevem.

Na sexta-feira, Eduardo Vítor Rodrigues confirmou à Lusa o anúncio feito no canal televisivo NOW sobre uma queixa apresentada em dezembro, denunciando a incompatibilidade do procurador intervir num processo em que a mulher, enquanto autarca e dirigente do partido na oposição na Câmara Municipal, é interessada.

O autarca admitiu à Lusa abandonar o cargo de presidente de câmara.

Numa publicação extensa na rede social Facebook escreveu, também na sexta-feira à noite: “Ponderarei a minha saída destas funções no decurso dos próximos tempos e dos próximos acontecimentos”.

Em novembro do ano passado, o autarca anunciou recurso para o Tribunal Constitucional da decisão da Relação do Porto que manteve a condenação de perda de mandato ao autarca, por uso indevido de um carro do município.

No sábado, a Distrital do PSD/Porto e a Concelhia do PSD/Gaia desvalorizaram este tema.

“Interpretamos isto como um desespero de quem está numa fase de enorme fragilidade política e, aparentemente, também pessoal. Não damos importância”, disse Pedro Duarte à Lusa.

Para o PS, estas posições mostram o “nervosismo” do PSD do distrito “perante a indefinição geral das suas candidaturas autárquicas”, lê-se no comunicado.

“O tempo tem mostrado que longe de existir um processo organizado e planeado, o PSD está entregue a guerrilhas internas, a pseudo-candidaturas de candidatos que não se afirmam candidatos, enquanto esperam que as sondagens lhes tragam ventos mais favoráveis, como parece ser o caso do Porto entre outras”, escrevem os socialistas numa alusão a Pedro Duarte que, na quarta-feira, na Grande Entrevista na RTP, assumiu que gostava muito de ser presidente da Câmara do Porto e, citando o atual presidente do FC Porto, admitiu que, “na política, a cadeira de presidente da Câmara do Porto” é a sua “cadeira de sonho”.

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