Cerca de 5,5 milhões de euros para reabilitar Escola Miguel Torga em Sabrosa
Porto Canal/Agências
A reabilitação da Escola Básica e Secundária Miguel Torga, em Sabrosa, representa um investimento de 5,5 milhões de euros, inclui a construção de um novo edifício para a biblioteca e arquivo e visa a redução da fatura energética.
“Ainda hoje me chegou uma fatura de 70 mil euros, do mês de janeiro, só do aquecimento destes edifícios”, afirmou Helena Lapa, presidente da Câmara de Sabrosa, no distrito de Vila Real.
A autarca falava depois da apresentação do projeto de reabilitação e da assinatura do auto de consignação da obra.
A intervenção conta com um investimento de 5,5 milhões de euros, financiado a 100% pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
“Esta obra, se fosse com o orçamento municipal, nunca poderia ser feita. Íamos fazendo remendos aqui a ali”, referiu Helena Lapa.
A escola tem 300 alunos e tem quatro edifícios, escadas pelo recinto exterior e no interior e, segundo a autarca, a intervenção visa melhorar as condições de mobilidade neste estabelecimento de ensino, com rampas e elevadores, e quer ainda melhorar a eficiência energética através da colocação de painéis fotovoltaicos, por exemplo.
O projeto inclui ainda a construção de um novo edifício para a biblioteca, arquivo e gabinetes para as associações de pais ou de estudantes, bem como a renovação do mobiliário desta escola, construída na década de 80 do século passado e onde a única intervenção que se realizou, em 40 anos, foi a retirada do amianto das coberturas.
Para a autarca, esta obra “é um ato de fé” porque a escola não estava no topo do ‘ranking’ das escolas a precisar de intervenção e porque o número de alunos está a diminuir, mas mesmo assim explicou que foi preparado o projeto que foi candidatado a fundos do PRR.
O diretor da Escola Básica e Secundária Miguel Torga, Adelino Tomé, referiu que este estabelecimento tem a “degradação do tempo e dos muitos milhares de alunos” que ali passaram, por isso salientou que a obra é precisa e que os alunos merecem um espaço “mais condigno” para desenvolver a sua atividade letiva.
A obra arranca na segunda-feira e vai decorrer em simultâneo com as aulas, pelo que, segundo o responsável, vai ser necessário reorganizar os espaços existentes, bem como recorrer a salas numa escola primária e a um outro pavilhão para a prática desportiva.
O prazo de execução da intervenção é de 18 meses.
