Movimento saúda reabertura da Linha de Leixões mas pede apeadeiro em Rio Tinto
Porto Canal/ Agências
O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) do distrito do Porto saudou esta quinta-feira a reabertura parcial da Linha de Leixões a passageiros, no domingo, mas defende a criação de um apeadeiro em Rio Tinto, no concelho de Gondomar.
"O MUSP – Movimento de Utentes de Serviços Públicos, congratula-se com esta reabertura, por se tratar de um importante serviço público que irá aumentar a oferta e ajudará, até certo ponto, à melhoria da mobilidade na Área Metropolitana do Porto", pode ler-se num comunicado enviado hoje à agência Lusa.
Apesar de salientar que servirá "tanto zonas de serviços públicos e industriais, como ligação a localidade com imensa densidade populacional", e de terem sido construídos novos apeadeiros na Arroteia e Hospital São João, o MUSP nota que a linha "passa a circular por quatro, mas só servirá os utentes em três" concelhos.
"Os utentes da freguesia de Rio Tinto [...] ficarão a ver o comboio passar", salienta o MUSP, estranhando "que as várias entidades autárquicas não se tenham movimentado no sentido de sensibilizar o Governo atual, mas também o anterior, assim que foi anunciada a intenção da reativação da referida linha".
O MUSP defende que "também cabia à IP - Infraestruturas de Portugal" intervir, "e mesmo a CP deveria ter tido em atenção a importância deste meio de transportes público para a população de Rio Tinto", uma freguesia com mais de 50 mil habitantes.
"É fundamental que os utentes de Rio Tinto se empenhem na exigência de que, num futuro próximo, seja retificada esta injustiça, e seja construído um apeadeiro, que pode ser na zona da Castanheira, ou numa zona limítrofe onde existe muita habitação", com pessoas que façam deslocações para o trabalho, escola ou outro motivo.
A Junta de Freguesia de Rio Tinto, em Gondomar, também defende a instalação de um apeadeiro da Linha de Leixões no seu território, já que a linha que reabre no domingo o atravessa em cerca de 2,5 quilómetros.
"Dado que Rio Tinto é uma das freguesias com maior densidade populacional, e que as estações mais próximas – S. Gemil (Maia) e Contumil (Porto) – se encontram separadas por uma distância superior a quatro quilómetros, reforçamos a necessidade de criação de uma estação nesta linha, situada entre a Rua 2 de Agosto e a Rua João Vieira, em Rio Tinto", pode ler-se num comunicado publicado no 'site' da junta.
No comunicado de hoje, o MUSP assinala ainda "a ligação da Linha de Leixões com Ermesinde, no concelho de Valongo", destacando os "utentes que viajam através da Linha do Minho para chegar a vários pontos da Área Metropolitana no Porto", que terão de seguir até Campanhã, para depois apanhar o comboio da Linha de Leixões, quando a solução ideal seria a ligação por S. Gemil, como acontecia em 2011".
No domingo, o serviço de passageiros regressa aos carris da Linha de Leixões, circular ferroviária do Porto, 14 anos após o seu encerramento, mas agora com apeadeiros no Hospital São João e Arroteia, bem como com bilhética Andante.
O serviço regressará à circular ferroviária do Porto com comboios "diretos entre Ovar e Leça do Balio, sem necessidade de mudança em Porto-Campanhã, bem como comboios entre Porto-Campanhã e Leça do Balio", segundo uma nota conjunta da CP - Comboios de Portugal, Infraestruturas de Portugal (IP) e Câmara de Matosinhos divulgada em 24 de janeiro.
A reabertura da linha terá como paragens Porto-Campanhã, Contumil, São Gemil, Hospital São João (novo apeadeiro) São Mamede de Infesta, Arroteia (novo apeadeiro) e Leça do Balio.
Para a reabertura do serviço de passageiros estão previstos "60 comboios nos dias úteis, 30 em cada sentido, com oferta de dois comboios por hora e por sentido nas horas de ponta da manhã e da tarde", e "aos sábados, domingos e feriados realizam-se 34 comboios, 17 por sentido".
A reativação da Linha de Leixões deixará também de fora, para já, o serviço de passageiros na totalidade da sua extensão, até Leixões (Senhor de Matosinhos).
