Candidata da CDU à Câmara do Porto aposta na reabilitação urbana e recusa entregar cidade ao turismo

Candidata da CDU à Câmara do Porto aposta na reabilitação urbana e recusa entregar cidade ao turismo
| Porto
Porto Canal/ Agências

A candidata da CDU à Câmara do Porto, Diana Ferreira, afirmou-se este domingo pela reabilitação das habitações e contra a especulação imobiliária, recusando a entrega da cidade aos interesses económicos e dependente do turismo e das grandes superfícies.

No seu discurso perante centenas de pessoas no átrio da Câmara do Porto, a psicóloga e ex-deputada da Assembleia da República (AR), de 43 anos, comprometeu-se em “defender o direito constitucional à habitação, uma habitação condigna e a preços acessíveis, mais habitação pública e não às PPP [parcerias público-privadas] que na prática fomentam o lucro e alimentam a especulação do mercado”.

Neste contexto quer “travar o licenciamento de mais alojamento local", ainda que, "sendo o turismo uma atividade importante para a cidade", considere que "a mesma não pode monopolizar a economia nem hipotecar os projetos de vida" de quem mora na cidade ou de quem quer morar, recusando, assim, “uma cidade dependente do turismo ou das grandes superfícies”. Quer antes, “a valorização do pequeno comércio, do comércio local e tradicional e da produção local”.

Na mesma linha, Diana Ferreira prometeu também “defender uma rede de transportes públicos devidamente articulada, coerente, de qualidade, com horários que sirvam às necessidades de deslocação, não só nas deslocações diárias para o trabalho ou para a escola, mas também para outras atividades que fazem parte e que têm que fazer parte das nossas vidas, como atividades culturais, desportivas ou de lazer”, neste espaço incluindo a valorização da bicicleta como meio de transporte na cidade.

A aposta do PCP passa também, disse, pela “valorização dos trabalhadores municipais”, acabando com “os vínculos precários que existem”, pela criação de condições “para defender que todas as crianças da cidade tenham direito a creche e pré-escolar públicos e a espaços públicos para brincar espalhados por todo o concelho”.

“O tempo agora é de intensificar o trabalho, de contactar a população, as associações, as forças vivas do concelho e como vamos fazer já nos próximos dias, numa visita à Campanhã, numa zona que será afetada pelo TGV, mas também reunindo com um conjunto de associações por causa da situação do Aleixo”, anunciou a candidata.

Na sua intervenção, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou que “as gentes da cidade do Porto precisam de ter mais voz, (…) que haja mais CDU, mais força, mais capacidade e peso para implementar o projeto popular da CDU numa cidade que se quer ao serviço da maioria dos que cá vivem e trabalham”.

“Tomemos a iniciativa, intensifiquemos o esclarecimento e a mobilização, falemos com muita gente, com gente nova e nova gente, façamos das eleições autárquicas uma grande jornada de contacto e mobilização popular”, apelou o dirigente comunista.

Por seu lado, Mariana Silva, do partido ecologista “os Verdes”, elogiou a “mulher de grande determinação e com grande capacidade de trabalho” em que a coligação aposta para liderar o Porto, uma cidade em que o PEV quer “o direito à mobilidade” e a “proteção do ambiente” nas prioridades do próximo ciclo autárquico.

Atualmente, o concelho do Porto é liderado pelo independente Rui Moreira, que completará o seu terceiro mandato, não podendo recandidatar-se.

O executivo municipal é composto por seis eleitos do movimento de Rui Moreira, dois do PS, dois do PSD, um da CDU , um do Bloco de Esquerda e ainda uma vereadora independente, que foi eleita pelo PS.

As eleições autárquicas deverão decorrer entre setembro e outubro de 2025.

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