Quatro anos consecutivos de quebra de produção de castanha em Valpaços

Quatro anos consecutivos de quebra de produção de castanha em Valpaços
| Norte
Porto Canal / Agências

A produção de castanha estimada é de 12 mil toneladas no concelho de Valpaços, onde pelo quarto ano consecutivo se aponta para quebras na colheita da principal fonte de rendimento dos agricultores da serra da Padrela.

“A castanha é pouca, mas é de boa qualidade”, afirmou esta segunda-feira o presidente da Câmara de Valpaços, António de Medeiros, na conferência de imprensa de apresentação da Feira da Castanha Judia que decorreu em Carrazedo de Montenegro.

O preço do fruto também subiu e ronda, segundo o responsável, os 3 a 3,20 euros pagos por quilo ao produtor, um valor acima do 1,20 e 1,50 pagos na campanha anterior, em que a castanha foi afetada pela podridão.

A colheita estimada nas freguesias da serra da Padrela, na zona da Terra Fria, é de 12 mil toneladas, um valor idêntico ao do ano passado, mas muito inferior à produção num ano normal, que, segundo o autarca, anda de 30 a 40 mil toneladas com um volume de negócios estimado de 50 milhões de euros.

O presidente da Junta de Freguesia de Carrazedo de Montenegro e Curros, António Costa, apontou para o quarto ano consecutivo de uma colheita fraca, mas garantiu que, em 2024, o fruto é de “excelente qualidade, calibre e boa conservação”.

Neste território onde praticamente todas as famílias têm castanheiros, o autarca salientou que a castanha continua a ser a principal fonte de rendimento para os agricultores.

Desde a tinta, o cancro, a vespa das galhas do castanheiro à podridão, são muitas as doenças que afetam esta cultura.

“Nos dias atuais o castanheiro requer muito tratamento, o souto tem de ser acompanhado, tem que ser tratado e os tratamentos são caríssimos. Agora, a castanha continua a ser uma fonte de subsistência aqui no concelho e principalmente na Terra Fria”, afirmou António de Medeiros.

O presidente disse ainda que, “antigamente, o castanheiro só precisava de arado e machado e atualmente precisa de muito mais, até precisa da companhia” do proprietário.

Este ano, a floração foi fraca e a produção foi também afetada pelo vento forte, quando da tempestade Kirk, que derrubou ouriços com castanha verde e partiu ramos e castanheiros.

Na altura, em meados de outubro, a Câmara de Valpaços mandou uma comunicação ao Ministério da Agricultura e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) a solicitar apoio para os produtores afetados, mas, segundo António Medeiros, até ao momento não há nenhuma decisão.

Na feira onde a castanha “é rainha” vão marcar presença 82 expositores, entre produtores locais (castanha, vinho, azeite, doçaria, mel), de artesanato e tasquinhas.

O já tradicional bolo de castanha com 600 quilos, magustos, um concurso de castanhas e animação musical fazem ainda parte do programa do certame que atrai muitos visitantes à vila de Carrazedo de Montenegro e é um importante palco de negócios.

A feira é organizada pelo município, Junta de Carrazedo de Montenegro e Curros e a empresa intermunicipal Empreendimentos Hidroelétricos do Alto Tâmega e Barroso (EHTB), e representa um investimento de cerca de 100 mil euros.

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