Têxtil de Guimarães fecha portas e deixa 40 trabalhadores no desemprego

Têxtil de Guimarães fecha portas e deixa 40 trabalhadores no desemprego
| Norte
Porto Canal/Agências

Uma confeção de Guimarães, distrito de Braga, fechou esta segunda-feira portas, deixando cerca de 40 trabalhadores no desemprego, decisão que já havia sido comunicada por escrito aos funcionários que, na terça-feira, vão concentrar-se em frente à empresa têxtil.

Em declarações à agência Lusa, Francisco Vieira, do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes, revelou que a Bipol Fashion, Confeções, não pagou às cerca de quatro dezenas de trabalhadores, a grande maioria mulheres, os subsídios de férias e os ordenados de agosto.

O dirigente sindical adiantou que o pedido de insolvência da empresa ainda não deu entrada no tribunal, esperando que o mesmo seja submetido o mais rápido possível, no sentido de se iniciar o processo para que as funcionárias possam requerer o subsídio de desemprego.

No sentido de protestar contra a decisão de encerramento, que “apanhou as trabalhadoras de surpresa”, estas vão concentrar-se, pelas 09:30, de terça-feira, em frente à empresa, no centro de Guimarães, acrescentou Francisco Vieira.

Nas cartas enviadas aos funcionários, a Bipol refere que, “conforme” é do conhecimento dos trabalhadores, a empresa “tem vindo a atravessar um período de grandes dificuldades económicas, motivado, essencialmente, pela falta de encomendas, custos dos fatores da produção, carga fiscal, entre outros”.

“Assim, com muita tristeza e pesar, nada mais resta à gerência da Bipol Fashion, Confeções Lda, do que tomar a difícil decisão de se apresentar à insolvência. Pelo que a Bipol Fashion, Confeções não abrirá portas no próximo dia 09 de setembro [hoje] de 2024”, refere a missiva, datada de 03 de setembro, e à qual a Lusa teve acesso.

A empresa garante que “cooperará com o administrador de insolvência que vier a ser nomeado pelo tribunal, de modo a que os créditos salariais” dos trabalhadores “e respetivos documentos para o subsídio de desemprego sejam entregues o mais brevemente possível”.

“Por último, agradecemos a colaboração prestada e desejamos as maiores felicidades”, termina assim a carta enviada aos trabalhadores.

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