Lixo amontoado nas ruas deixa Corunha em emergência sanitária
Porto Canal
A greve da concessionária responsável pela recolha do lixo na Corunha, cidade espanhola na Galiza, está a deixar as ruas daquela localidade galega com lixo amontoado. O caso tem ganho proporções tais que a autarca Inés Rey declarou, esta segunda-feira, situação de emergência sanitária para a cidade do noroeste de Espanha.
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A edil vinca que a greve, intermitente desde 24 de junho, mas com consequências diárias para a população, é uma “chantagem à cidade”, que tem culminado em atos de extrema violência, atendendo às dezenas de incêndios urbanos ocorridos desde então e que já provocaram estragos e prejuízos superiores a 280 mil euros e quase uma centena de contentores a serem consumidos pelas chamas.
O decreto entra em vigor 72 horas depois de a empresa concessionária ter recebido uma notificação a alertar para os impactos que são visíveis por toda a cidade. Neste sentido, a partir da próxima quarta-feira, já poderá ser contratada uma nova empresa para recolher o lixo que tem inundado esta localidade da Galiza.
Nessa altura, será adjudicada a empreitada de recolha e transporte dos resíduos existentes a entidades que deverão ter pelo menos 13 viaturas e 32 trabalhadores.
Onda de perplexidade
“São 11 horas da manhã e há ratos a comer lixo em plena luz do dia, que cidade nojenta”, sublinha um utilizador na rede social X (antigo Twitter), mostrando-se perplexo com o cenário vivido em solo espanhol. “Que perigo! Um desastre absoluto!”, refere outro internauta.
Tendo em conta “o notório risco para a saúde e segurança públicas”, segundo apontou Inés Rey, a empresa escolhida entrará ao serviço de imediato e “por tempo indeterminado”, até ao final da emergência sanitária. Foi, igualmente, criada a Comissão de Acompanhamento de Emergência para fazer face à situação.
