Câmara de Aveiro recebe ‘luz verde’ para empréstimo de 20 milhões de euros para novo pavilhão e obras no estádio municipal

Câmara de Aveiro recebe ‘luz verde’ para empréstimo de 20 milhões de euros para novo pavilhão e obras no estádio municipal
| Norte
Porto Canal / Agências

A Câmara de Aveiro recebeu na última noite ‘luz verde’ da Assembleia Municipal para consultar a banca para a contratação de um empréstimo de cerca de 20 milhões de euros, com vista a financiar duas obras em equipamentos desportivos.

A proposta da autarquia de abertura de procedimento de contratação de um empréstimo de médio e longo prazo foi aprovada na Assembleia Municipal, na segunda-feira à noite, com os votos a favor do PSD, CDS-PP, PPM e Chega, a abstenção do PCP e os votos contra do PS, Bloco de Esquerda e PAN.

A autarquia liderada pela coligação PSD/CDS/PPM poderá agora avançar com a consulta a seis entidades para a contratação de um empréstimo de médio e longo prazo, no valor de 19,35 milhões de euros.

O dinheiro do empréstimo destina-se a financiar a construção do novo Pavilhão Municipal – Oficina do Desporto e a requalificação e beneficiação do Estádio Municipal de Aveiro.

O presidente da Câmara, Ribau Esteves, explicou que este empréstimo irá servir para financiar investimento e resolver a “tensão de tesouraria” existente, devido ao atraso na entrada de receita nos investimentos que têm financiamento comunitário.

O autarca assegurou ainda que a câmara “tem condição, com solidez, e sem colocar em causa o processo de consolidação da sua fortaleza financeira”, atualmente em curso, de recorrer a esta fonte de financiamento do investimento à qual já não recorre há muitos anos.

Francisco Picado, do PS, questionou o ‘timing’ desta operação, uma vez que não é conhecido o que vai acontecer à inflação e às taxas de juro nos próximos meses.

“Se as taxas de juro não baixarem ou se, na pior das hipóteses, subirem, muito provavelmente vamos estar a contrair um empréstimo num cenário macroeconómico que é de todo desfavorável à realização desta operação”, avisou o socialista.

Apesar de compreender a utilidade e as vantagens desta ferramenta financeira, Pedro Rodrigues, do PAN, questionou a estratégia politica e as opções e prioridades dos investimentos feitos pela câmara.

Também João Moniz, do Bloco de Esquerda, questionou os dois investimentos previstos, considerando que há prioridades que “deviam ser consideradas em primeiro lugar”, como a “crise habitacional e as consequências das alterações climáticas.

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