Câmara de São João da Madeira garante que responsáveis por acidente de pirotecnia não passarão impunes

Câmara de São João da Madeira garante que responsáveis por acidente de pirotecnia não passarão impunes
| Norte
Porto Canal/Agências

O presidente da Câmara Municipal de São João da Madeira disse esta terça-feira, em reunião do executivo, que não deixará passar impune a responsabilidade pelo acidente de pirotecnia que sábado causou 16 feridos ligeiros no evento “Cidade no Jardim”.

Em causa está a explosão de engenhos pirotécnicos verificada por volta das 23h30 no referido concelho do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto, em concreto na secção do Jardim Municipal entre o palco, onde atuaram elementos de várias instituições locais, e a zona da restauração, dinamizada por diversas coletividades da terra.

O acidente terá sido provocado por alegados adeptos da Associação Desportiva Sanjoanense, que se preparavam para subir ao palco para celebrar a vitória do campeonato da 2.ª Divisão de hóquei, e no próprio dia a PSP identificou um homem de 29 anos na posse de três artefactos pirotécnicos não autorizados.

Enquanto entidade que desde 2003 organiza o “Cidade no Jardim”, apontado como o principal momento da vida associativa e comunitária local, a Câmara de São João da Madeira já anunciara no domingo que, “na sequência do que vier a ser apurado no quadro da investigação policial, o próprio Município irá processar judicialmente os autores desta utilização não autorizada de pirotecnia”, mas hoje à tarde voltou a abordar o tema em reunião do executivo.

Nesse encontro, o presidente da autarquia, Jorge Vultos Sequeira, insistiu: “O evento tem cerca de 20 anos e nunca algo de semelhante tinha ocorrido. Só ocorreu agora devido à conduta totalmente irrefletida e imponderada de algumas pessoas. Neste momento está-se na fase de apuramento de responsabilidades, mas depois a Câmara tudo fará para que essas responsabilidades não fiquem impunes”.

Defendendo que o acidente resultou de “uma conduta leviana, ilícita e, eventualmente, criminal”, o autarca socialista elogia, contudo, “a pronta resposta dos bombeiros e da PSP”, assim como a compreensão dos participantes e espectadores do evento.

“Quero agradecer a todos os que, nos dois dias seguintes, compareceram à festa, confiando na organização e na tomada das medidas necessárias para garantir a segurança do evento”, referiu.

Dada a elevada afluência ao “Cidade no Jardim”, os rebentamentos de sábado geraram o pânico entre as pessoas que se encontravam junto ao palco e às tabernas, causando um total de 16 feridos ligeiros. Desses, três receberam assistência hospitalar nas unidades de São Sebastião e São João da Madeira, mas tiveram alta horas depois, ainda na madrugada de domingo.

“As pessoas atingidas não sofreram, felizmente, consequências graves”, revela Jorge Vultos Sequeira.

A situação foi acompanhada pela polícia local, que logo após a explosão criou um corredor de emergência com as autoridades de Proteção Civil e de Saúde, para facilitar a evacuação do recinto.

A edição de 2024 do “Cidade no Jardim” terminou segunda-feira, tendo contado com a participação de cerca de 60 entidades, entre associações, escolas, clubes desportivos, etc. Pelo Jardim Municipal distribuíram-se assim 73 stands e 24 tasquinhas, assim como áreas específicas para atividades infantis, com insufláveis e trampolins.

A iniciativa sempre foi de acesso gratuito, mas não tem controlo de entradas, pelo que, embora sem apontar um número exato de visitantes, a autarquia estima que pelo recinto tenham passado, entre quinta-feira ao final da tarde e segunda à noite, “muitos milhares de pessoas”.

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