Limpeza de dívida ajuda Metro do Porto a candidatar-se a fundos europeus

Limpeza de dívida ajuda Metro do Porto a candidatar-se a fundos europeus
| Porto
Porto Canal / Agências

O presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP), Eduardo Vítor Rodrigues, considerou esta quinta-feira que com a 'limpeza' da dívida da Metro do Porto e perda de posição na empresa, a AMP ajuda a transportadora a candidatar-se a fundos europeus.

"O que houve foi uma participação dos municípios numa solução de limpeza de dívida da Metro do Porto, que foi a única forma que tivemos para ajudar a Metro do Porto a candidatar-se a fundos comunitários", disse à Lusa o também presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia.

Segundo Eduardo Vítor Rodrigues, a Metro do Porto, "com a situação financeira e de dívida que a empresa tinha, estava excluída da contratualização com fundos comunitários".

A AMP e a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) perderam praticamente metade da percentagem que detinham na Metro do Porto, no âmbito da 'limpeza' de dívida realizada pelo Estado central.

No total, as entidades públicas de esfera metropolitana detinham 49,9% da Metro do Porto e passaram a deter 0,1%, e o Estado central detinha 50,11% da Metro do Porto e passou a deter 99,90%.

A operação esta quinta-feira tornada pública 'limpou' a dívida histórica da Metro do Porto, fazendo com que a dívida passasse de mais de 4,2 mil milhões de euros para cerca de 210 mil euros no final de 2023, disse à Lusa fonte oficial da empresa.

Questionado sobre a eventual perda de relevância política da AMP na Metro do Porto, empresa na qual a AMP detinha 35,22% do capital e ficará com 0,07%, o autarca considerou que não, "e foi isso que a unanimidade dos presidentes consideraram".

"A mim não me interessa nada ter uma participação mais elevada numa empresa com 4 mil milhões de dívida, quando para mim é mais interessante ter uma participação menor numa empresa que não tenha dívida", considerando esta a "melhor solução" em termos de "risco e de presença institucional".

Eduardo Vítor Rodrigues considerou que a participação da AMP "já era, de qualquer maneira, minoritária, e era uma participação minoritária numa empresa altamente endividada", e "agora passa a ser uma participação bem mais pequena, é verdade, mas numa empresa que não tem dívida".

Já sobre se a longo prazo não é prejudicial para a AMP o poder decisório e de influência ficar totalmente na esfera do Estado central, Eduardo Vítor Rodrigues considerou que não "porque mesmo antes desta operação, o Estado já era maioritário".

"Fundamentalmente o que nos interessa é que se mantém intocado o pacto social da empresa, e aí os municípios têm uma participação que não é apenas acionista, é decorrente de um pacto social que não foi alterado e que mantém o papel dos municípios e da Área Metropolitana", relevou, considerando que não vai mudar "absolutamente nada" na relação da AMP com a Metro do Porto.

Apesar das alterações conhecidas esta quinta-feira, a AMP mantém-se com assento no Conselho de Administração, conforme previsto nos estatutos da sociedade, através da presença de vogais não executivos.

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