“Um acelerador de partículas jornalísticas”. JPN, 20 anos de uma das ‘incubadoras’ de jornalismo do Porto

“Um acelerador de partículas jornalísticas”. JPN, 20 anos de uma das ‘incubadoras’ de jornalismo do Porto
| Porto
Fábio Lopes

O JPN, o jornal digital da Licenciatura em Ciências da Comunicação da Universidade do Porto (UP), é uma escola de jornalismo em construção há duas décadas. Em dia de aniversário, o Porto Canal auscultou alguns dos principais rostos desta já longa história, que arrancou nos idos de 2004 e que contribui desde então para a contínua formação de profissionais do setor.

Uma casa na qual já passaram várias gerações de alunos e que se faz de constante renovação. O projeto arrancou a 22 de março de 2004, com apenas 15 estudantes finalistas, e desde então a missão é, ainda hoje, o de proporcionar aos aspirantes a jornalistas a possibilidade de experienciar todas as fases do processo de construção das notícias, imbuídos num ambiente de redação, em tudo semelhante ao que irão encontrar no mercado de trabalho.

 
 
 
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“Temos muito orgulho. O JPN foi criado há 20 anos com este espírito de laboratório-escolacomo apoio às unidades curriculares e também aos estágios que os nossos estudantes fazem no último ano. E, obviamente, que tem havido um crescimento, uma evolução, uma alteração até nas formas de trabalhar e isso tem sido bastante gratificante para nós”, salienta Paulo Frias, diretor do JornalismoPortoNet.

Uma visão partilhada por Filipa Silva, editora da publicação desde 2016, e que fez parte da primeira turma no arranque do projeto.

Olho com satisfação particular por ter feito parte do projeto, em 2004, e por isso é que 20 anos depois, já não como estudante, mas como editora, estou associada a uma iniciativa que me ajudou muito como estudante e, de alguma forma, tento que faça o mesmo agora com quem passa por cá”, frisa.

Um caminho que tem sido traçado em permanente estado de transição e com um olhar atento ao processo de inovação tecnológica em marcha no setor.

“Há muitas novas formas de abordar as questões, quer do ponto de vista audiovisual, quer do ponto de vista editorial que tem muito a ver com gerações. E se virmos, desde a geração de 2004 até 2024, as pessoas que aqui estão não eram nascidas quando o JPN nasceu, portanto houve muito que mudou”, defende Paulo Frias.

A entrada no mercado de trabalho

Vinte anos volvidos, “cerca de 400 estudantes de Jornalismo” passaram pela redação, localizada, desde setembro de 2021, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

A importância da passagem pelo JPN é consensual e as ferramentas adquiridas pelos estudantes durante esse período têm contribuído para que cheguem “às redações já muito mais familiarizados com determinado tipo de rotinas que nós tentamos simular”, afirma o diretor do jornal digital.

“Eu própria tive essa experiência e senti isso, a de ter chegado ao Jornal de Notícias com a sensação que cheguei melhor preparada por ter passado pelo JPN”, considera Filipa Silva, enfatizando o que faz da redação do JornalismoPortoNet um excelente local para o processo evolutivo dos alunos.

“Aqui começa o trabalho sobre pressão, o trabalho mais organizado, com as rotinas da profissão. Aqui temos reunião da redação de manhã, nós temos coordenadores para cada uma das editorias. É esse o nosso trabalho e também o de os estimularmos a arranjar notícias e temas de reportagem”, acrescenta.

JPN, uma 'incubadora' de jornalistas

A missão do JPN faz com que este seja “um marco na cidade”, afirma Simão Freitas, jornalista da agência Lusa e que desempenhou a função de chefe de redação do JPN em 2014.

“Exceção feita ao Porto Canal, quer na televisão, quer no digital, é o único projeto que, para todos os efeitos, está sediado no Porto e tem esse âmbito local, embora não seja, forçosamente, um jornal local porque tem uma ligação diferente com a questão universitária”, defende, frisando que a grande benesse do JPN “é o tempo, liberdade e espaço para experimentar, tentar, fazer diferente e para trabalhar em rede”.

Duas décadas de serviço que têm apetrechado as redações de todo o país de dezenas de profissionais. “Acho que se fôssemos às redações do país íamos encontrar uma família muito grande com raízes aqui no JPN e isso é o melhor que pode acontecer. Acho que muitos deles seriam jornalistas sem o JPN. Vejo-nos como um acelerador de partículas jornalísticas”, conclui Filipa Silva.

Este ano não é exceção e são vários os jovens que se encontram a realizar o seu estágio curricular na redação do JornalismoPortoNet, tendo em vista o futuro ingresso no meio profissional. Jaime Silva é um desses exemplos e sublinha as aprendizagens adquiridas neste período.

“Durante estes meses tivemos a oportunidade de fazer legislativas que era uma coisa que eu sei que seria completamente impossível nesta fase estar a cobrir noutro meio”. Um sentimento partilhado por Margarida Rodrigues, igualmente estudante do curso, e que enfatiza que o JPN é “uma excelente casa para crescermos enquanto jornalistas”.

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