Segurança Social quer 1,7 milhões de euros por terreno que Câmara de Matosinhos quer requalificar
Porto Canal/ Agências
O Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) pediu à Câmara de Matosinhos 1,7 milhões de euros pela cedência de parte do antigo campo de futebol de Angeiras, cujo terreno a autarquia pretende requalificar, revelou esta quarta-feira a presidente.
Luísa Salgueiro fez esta revelação durante a reunião do executivo do distrito do Porto, que decorreu em Lavra, em resposta à nova vereadora da CDU, Renata Freitas, que hoje iniciou funções substituindo José Pedro Rodrigues que pediu a suspensão do cargo por seis meses.
Na sua intervenção, a vereadora da coligação pediu “intervenção urgente” naquele espaço abandonado, revelando “haver pessoas que dormem no antigo balneário”.
Na resposta, a presidente da autarquia começou por dizer “que parte do terreno é da Segurança Social”, que foi contactado o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social indicando a vontade do município de requalificar aquele espaço e que a resposta chegou há poucos dias acompanhada do “preço daquela parcela de terreno, 1,7 milhões de euros”.
Luísa Salgueiro informou ainda ter solicitado à comissão de avaliação do município para “analisar o valor pedido”, ao mesmo tempo que se manifestou contra a posição daquele instituto.
“Não me parece correto, uma vez que a câmara, recentemente, nesta união de freguesias [de Perafita, Lavra e Santa Cruz do Bispo], cedeu, a custo zero, duas grandes parcelas de terreno ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Administração Interna para a construção de equipamentos importantes para a população”, assinalou a autarca socialista.
E prosseguiu: “num dos casos para a construção do Centro de Saúde do Progresso, que estará pronto em breve, e no outro para o novo destacamento da GNR, que estava provisoriamente instalado há 30 anos na Quinta da Conceição e que, entretanto, passou para uma instalação nossa na Escola da Biquinha”.
“É do mesmo governo que estamos a falar”, frisou Luísa Salgueiro.
Neste contexto, a autarca assegurou a intenção de “reabrir a discussão sobre o futuro do antigo campo de Angeiras”, sendo que, por esta altura, estimavam já ter a “empreitada no terreno”.
Do plano de requalificação, indicou a autarca, consta a possibilidade de nascer uma praça.
Outra questão levantada pela vereadora da CDU envolve o “fumo e os cheiros” na envolvente do Tanatório de Matosinhos em dias de vento, que deu origem a “queixas de vizinhos”, um alerta secundado por outro vereador, António Parada, que acrescentou “serem visíveis partículas que sujam carros e casas”, uma situação “que se tem vindo a agravar no último mês”.
Na resposta, a vereadora Maria Manuela Álvares reconheceu ser “desagradável a questão do fumo”, mas garantiu que “não há perigosidade, nem é um caso de saúde pública”, adiantando estar o executivo a trabalhar num “guia de boas práticas” sobre a utilização daquele equipamento.
