Ilha dos Moinhos adquirida para novo parque verde e prevenção de enxurradas no Porto

Ilha dos Moinhos adquirida para novo parque verde e prevenção de enxurradas no Porto
Pedro Benjamim | Porto Canal
| Porto
João Nogueira

Das 957 ilhas do Porto, apenas quatro são municipais. A aquisição da mais recente, a Ilha dos Moinhos, foi aprovada por unanimidade na Assembleia Municipal do Porto desta segunda-feira. O futuro para aquela zona já está decidido, lembrou Rui Moreira, e em breve deve ser demolida toda a edificação para dar lugar a um novo parque com uma dupla função.

Além de criar mais um espaço verde para a cidade, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, expôs que o futuro parque vai servir como forma de prevenção de eventuais enxurradas. “Nós temos que reter ali a enxurrada que depois chega lá, à Gustavo Eiffel”, declarou o autarca.

Sem avançar prazos, até porque esta aquisição terá de ser validada pelo Tribunal de Contas, Rui Moreira explicou que havia “boas razões” para a aquisição da ilha que, no âmbito das cheias em janeiro de 2023, evidenciou que a ilha não tinha “o minímo de condições de habitabilidade”

Dos 18 agregados familiares, apenas um ainda não foi realojado. Foram 16 as famílias realojadas, uma recusou-se, e o outro, trata-se de uma pessoa que não é titular da propriedade, sendo herdeiro. “Há um senhor que é filho de um titular, mas estamos a caminho de resolver essa questão”, disse Rui Moreira.

“Foi um processo de compra demoroso”, lembrou Rui Moreira que acredita que se resolverá “um problema gravíssimo da cidade”.

Levantando preocupações sobre as inundações constantes e se estas poderão estar associadas à estação de metro do Campo 24 de Agosto, Rui Moreira considerou uma questão pertinente e que já está a ser alvo de estudo.

“Desde que foi construída a estação de metro do campo 24 de agosto que surgiram problemas quer a jusante, quer a montante daquela estação. Não sabemos, mas os fenómenos têm-se vindo a agravar”, declarou o autarca referindo-se à forte precipitação.

“O trabalho que está ser feito é o balanço de toda a bacia hidrográfica, para saber o que mudou, porquê e o que podemos fazer”, acrescentou.

Novas bacias de retenção na cidade

Rui Moreira disse também que terão de ser criadas novas bacias de retenção na cidade, tal como foi feito no Parque da Asprela.

“Vamos ter de criar novas bacias de retenção, como fizemos no Parque da Asprela.
Temos de fazer uma idêntica no Jardim da Paulo Valada, junto à Avenida Fernão de Magalhães”, exemplificou o presidente da Câmara do Porto.

“Nós vamos ter de fazer este conjunto de intervenções. Para evitar que a água caia torrencialmente, para não destruir e corroer as estruturas e armazenar essa água”, uma solução a nível ambiental, acrescentou Rui Moreira.

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