“Chove lá dentro, da mesma forma que chove lá fora”. Faculdade de Belas Artes do Porto com sérios problemas de infraestrutura

“Chove lá dentro, da mesma forma que chove lá fora”. Faculdade de Belas Artes do Porto com sérios problemas de infraestrutura
| Norte
Maria Abrantes

A Associação de Estudantes da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP) denunciou as queixas de vários alunos da instituição, sobre os problemas na infraestrutura dos vários pavilhões que compõem o edifício.

São condições péssimas, na maior parte dos espaços, em praticamente todos os pavilhões existem infiltrações e outro tipo de situações, de, por exemplo, problemas elétricos e questões que põe em causa a segurança dos estudantes, enquanto trabalham, e que têm piorado ao longo dos anos”, revela Carolina Fernandes, vice-presidente da Associação de Estudantes da FBAUP, recordando a inauguração da recuperação do pavilhão de escultura e pintura, em 2022, que já apresenta problemas relacionados com infiltração de águas.

O caso mais grave de infiltrações é no pavilhão de madeiras e metais, que é um pavilhão onde realmente chove lá dentro, da mesma forma que chove lá fora, porque as calhas do telhado acabam por entupir”, acrescenta Carolina, considerando a Associação que se possa tratar de “um problema de manutenção, além do desinvestimento no ensino superior artístico, em específico”.

 
 
 
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A FBAUP confirma “a existência de várias infiltrações, de origem diversa, algumas das quais já solucionadas” e admite “um aumento de ocorrências de infiltrações nos vários edifícios” da faculdade, devido “agravamento da quantidade da chuva e vento”, neste inverno.

A diretora da FBAUP, Lúcia Almeida Matos, acrescenta ainda que se encontram “em curso processos relativos à recuperação da Aula Magna no edifício central, da oficina de metais e madeiras e do pavilhão de tecnologias”, mas que, “pelo volume de obra em causa em cada um destes casos, os procedimentos técnicos e concursais exigem tempo”.

Ainda assim, acredita que estes processos possam terminar ainda durante o ano letivo, para que as obras de recuperação possam avançar, assim que as condições atmosféricas melhorarem e o ano letivo termine.

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