Fnam acha que Governo tem condições para acordo. SIM diz que proposta “não é pedir a lua”

Fnam acha que Governo tem condições para acordo. SIM diz que proposta “não é pedir a lua”
| Política
Porto Canal / Agências

A presidente da Federação Nacional dos Médicos defendeu esta quinta-feira que o Governo ainda tem condições para chegar a acordo sobre todas as matérias que estavam em negociação. Já o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) disse que a proposta de um aumento intercalar de 15% nos salários dos médicos “não é pedir a lua” e “dificilmente é recusável por parte do Governo”.

“Houve um recuo por parte do Governo relativamente àquilo que estava em cima da mesa”, lamentou Joana Bordalo e Sá. A presidente da Fnam referia-se às matérias relacionadas com as condições de trabalho dos médicos, como a reposição das 35 horas semanais, das 12 horas de serviço de urgência e dos dias de férias, sobre as quais parecia haver já um entendimento para uma implementação faseada ao longo da legislatura.

"Neste momento, o Governo retirou completamente as propostas que têm a ver com condições de trabalho e cinge-se apenas à grelha salarial”, lamentou Bordalo e Sá.

Manuel Pizarro, ministro da Saúde, tinha justificado que, devido à crise política, as medidas “só podiam ser tomadas por um governo que depois fosse capaz de promover a reorganização do Serviço Nacional de Saúde”. 

“O Governo tem condições, tem legitimidade”, contrapôs a presidente da Fnam.

Enquanto que Joana Bordalo e Sá recusou soluções intercalares, é precisamente uma medida com esse regime que o SIM apresenta à tutela da saúde.

Sobre a proposta de aumento intercalar de 15% nos salários dos médicos, Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do SIM acredita "que não é pedir a lua" e que "muito dificilmente é recusável por parte do Governo".

“Infelizmente o Governo não aceitou essa proposta, ficou de a analisar. Apesar de tudo houve uma evolução, que foi passar de 16,61 euros à hora para 18,61 euros à hora. É aquilo que o Governo hoje nos apresentou como aproximação àquilo que tem sido a nossa proposta de grelha salarial”, referiu, sublinhando que a proposta representa um aumento de 7,8% no valor/hora pago aos médicos, aquém da contraproposta de 15%, e insistindo que o SIM quer “chegar a um acordo responsável”, que os seus associados queiram assinar.

Apesar da questão à volta da solução intercalar, Roque da Cunha recusou divergências com a Fnam “em relação ao que é essencial” e sublinhou a “convergência na discordância da proposta do Governo”.

Onde há concordância entre sindicatos é na antevisão da reunião da próxima semana com o Ministério da Saúde. Se não houver acordo na próxima reunião “quem irá perder são os portugueses”, afirma o secretário-geral do SIM, enquanto que a presidente do Fnam descreveu o momento como a “derradeira oportunidade de firmar um acordo com os médicos”.

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