"Nunca houve nenhuma pressão". Presidente da Câmara de Boticas nega promessa de Galamba com vista à prospeção de lítio

"Nunca houve nenhuma pressão". Presidente da Câmara de Boticas nega promessa de Galamba com vista à prospeção de lítio
| Norte
Fábio Lopes e Patrícia Canelas

O Presidente da Câmara de Boticas, Fernando Queiroga, negou, esta quarta-feira, em exclusivo ao Porto Canal, que o ministro das Infraestruturas, João Galamba, tenha tentado convencer a autarquia a não se opor à exploração de lítio, com o financiamento de uma estrada no concelho no valor de 20 milhões de euros.

"Nunca houve nenhum compromisso, nenhum ‘forcing’, nenhuma pressão, nem nenhuma sedução de parte alguma. Notámos, sim, um empenhamento de alguns organismos para que o processo do lítio avançasse", começou por dizer o autarca botiquense. 

"Agora, esta questão estava nas compensações por parte da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) no putativo avanço da mina de lítio, que era uma ligação de Boticas à A24, uma vez que os camiões que sairiam da mina não poderiam passar nas estradas nacionais, nas estradas normais que temos neste momento, não suportariam tanto trânsito por aí", reforçou o responsável, considerando de "aberração" e "devassa" o projeto de prospeção de lítio no concelho.

Contestação marcou todo o processo 

A mina do Barroso, projeto desenvolvido pela empresa Savannah, prevê uma exploração a céu aberto, tem uma duração estimada de 17 anos, a área de concessão prevista é de 593 hectares e é contestada por associações locais e ambientalistas e pela própria autarquia. A empresa submeteu o EIA da mina do Barroso em junho de 2020 e, dois anos depois, o projeto recebeu um parecer "não favorável" por parte da comissão de avaliação da APA, tendo acabado por receber luz verde, em maio deste ano, um cenário "estranho" na ótica de Fernando Queiroga.

"Uma coisa estranha que nós nos apercebemos foi: houve um projeto que, devido à nossa contestação, foi chumbado. Depois, foi dada nova oportunidade à empresa para refazer e remendar o novo projeto e passado uns tempos vem um parecer favorável com muitas condicionantes e essas condicionantes são impossíveis de se fazer", reiterou o autarca, pedindo um travão em todo o processo. 

"Este é um projeto que não é viável, é um projeto que não traz aquele rendimento e aquele capital para o país. Pesando as duas medidas, o prejuízo é muito maior para o concelho, em particular, mas para o país do que propriamente o lucro que traria. Só ficaria a destruição completa do meu concelho e propriamente das freguesias de Covas de Barroso e de Dornelas", rematou o Presidente da Câmara de Boticas. 

António Costa apresentou, esta terça-feira, ao Presidente da República a demissão do cargo de primeiro-ministro, deixando para trás 2903 dias em funções enquanto chefe do Governo português.

Declarando-se de "cabeça erguida" e "consciência tranquila", defendeu, no entanto, que "a dignidade das funções de primeiro-ministro não é compatível com qualquer suspeição sobre a sua integridade, a sua boa conduta e, menos ainda, com a suspeita da prática de qualquer ato criminal".

Na terça-feira, foram realizadas buscas em gabinetes do Governo, incluindo na residência oficial de São Bento, visando o chefe de gabinete do primeiro-ministro, Vítor Escária, que foi detido para interrogatório.

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