Novo comandante dos Sapadores de Gaia diz que mudança para Batalhão obriga a mais
Porto Canal
O comandante do Batalhão dos Sapadores Bombeiros de Vila Nova de Gaia, que tomou posse esta quarta-feira, disse que a recente alteração de Companhia para Batalhão “obriga-os a fazer mais e melhor”.
“A recente alteração de companhia para batalhão obriga-nos a fazer mais e melhor, a avaliar as vantagens e inconvenientes de uma eventual dispersão de meios no território, reduzindo o tempo de primeira intervenção na zona histórica e em zonas industriais, bem como a avaliar a necessidade de obtenção de novas capacidades, dando meramente como exemplo os desafios que as novas estruturas ferroviárias em execução ou planeadas nos colocarão no futuro”, afirmou o coronel Rui Ribeiro.
O novo comandante, que assume também funções de coordenador municipal de Proteção Civil, assumiu que importará igualmente potenciar a capacidade de treino e formação para garantir uma atualização permanente dos conhecimentos dos bombeiros.
Além disso, Rui Ribeiro ressalvou que a melhoria das condições de trabalho e de formação dos bombeiros sapadores será sempre um dos objetivos do comando.
“Não descurando, no entanto, a necessária preocupação com a valorização das suas carreiras, que se encontram alicerçadas num estatuto e legislação dispersa, reconhecidamente incoerente e a necessitar, por isso, de revisão. Estou certo que com diálogo e concertação de esforços, será imperioso alcançar no curto prazo este objetivo”, vincou.
O coordenador municipal salientou que Gaia tem vários núcleos urbanos e rurais, áreas industriais, frente ribeirinha e diferentes vias de comunicação rodoviárias, ferroviárias e fluviais.
Já o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vitor Rodrigues, presente na cerimónia, reforçou que a Proteção Civil “não se valoriza apenas quando há grandes e mediáticos desastres”.
“Nessa altura, vemos proliferar as promessas de reestruturações, as propostas de reformas e a criação de grupos de sábios para novos modelos. Certo é que a experiência tem mostrado que basta passar algum tempo para tudo cair no mesmo marasmo, na mesma tecnocracia”, considerou.
E acrescentou: “Parece que alguns acham que cumprem o seu papel pela demonstração efusiva da caridade e da solidariedade nos momentos de infortúnio, mas têm muita dificuldade em adequar novos caminhos para um futuro melhor e mais seguro, sucumbindo à inércia ou à incapacidade”.
