Cockpits de avião, algas em vez de plástico e células robóticas. Estas são as inovações da Universidade do Minho

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Porto Canal

Investigadores da Escola de Engenharia da Universidade do Minho (UM) estão a desenvolver novas tecnologias para construir cockpits de avião, células robóticas e garrafas biodegradáveis a partir de algas. Estas são algumas inovações que foram apresentadas na feira da UM desta quarta-feira.

Nos stands em mostra na Escola de Engenharia, 25 empresas jovens explicavam o que faziam a partir das instalações da universidade. “Somos laboratórios colaborativos, que é um novo tipo de identidade criada pelo Estado português”, explica o diretor executivo do DTx Collab, um dos empreendedores presentes no evento. “O nosso foco é desenvolvermos projetos de inovação aplicada, que levem valor dos centros de saber, da academia, até às empresas, para gerar valor real na economia”.

Outro empreendedor, Fernando Cunha da Fibrenamics, acredita que não basta “criar conhecimento”, é preciso “ter métodos de transferência do conhecimento para o tecido empresarial”. A empresa de Fernando criou um estilo de produção de garrafas de plástico com recurso a algas. Se a garrafa for parar ao oceano, não só a garrafa se degrada facilmente, como ainda fornece alimento a peixes.

Um dos convidados de honra da feira de inovação foi o antigo ministro da Economia Pedro Siza Vieira. Diz-se sempre “otimista” depois de visitar os centros de inovação do país.

“Não nos podemos comparar a países que iniciaram o processo de desenvolvimento e aposta na inovação décadas antes de nós, como a Dinamarca ou Suécia. Temos de perseverar, continuar a fazer as apostas certas na educação e na valorização do nosso sistema científico e tecnológico”, defende Siza Vieira.

“Temos de apoiar a internacionalização das empresas, colaboração entre universidades e empresas. Isso já está a ter resultados na transformação tecnológica. Ainda é muito pouco, tem de ser muito mais”, sintetiza.

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