Câmaras dão luz verde à reposição da ponte pedonal no Tâmega

Câmaras dão luz verde à reposição da ponte pedonal no Tâmega
Foto: Iberdrola
| Norte
Porto Canal/Agências

As câmaras de Boticas e Vila Pouca de Aguiar deram um parecer positivo ao projeto proposto pela Iberdrola para a reposição da ponte pedonal afetada pela albufeira da barragem do Alto Tâmega, informaram esta quarta-feira os autarcas.

As populações e autarcas do distrito de Vila Real reivindicam há vários anos a reposição da ponte pedonal sobre o rio Tâmega, que liga as aldeias de Veral (Boticas) e Monteiros (Vila Pouca de Aguiar) e que vai ser retirada devido à construção da barragem do Alto Tâmega, inserida no Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), concessionado à espanhola Iberdrola.

“Não podem ser os mesmos, sempre os mesmos, a pagar as faturas negativas. Não podem ser sempre os mesmos a ser penalizados”, afirmou esta quarta-feira à agência Lusa o presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Alberto Machado.

O autarca lembrou que o SET, que inclui as barragem de Daivões e Gouvães, já em funcionamento, e a do Alto Tâmega, "produz energia suficiente para alimentar todo o distrito de Braga e que a energia produzida neste território equivale aproximadamente a 20 dias que o país todo consome durante o ano”, apontando para o que estes valores “representam para o negócio da Iberdrola que vende essa energia”.

“E depois, uma população já penalizada com a desertificação e a perda de serviços no Interior ficaria sem a ponte que liga famílias ou terrenos agrícolas. E não estão a fazer nada de mais, apenas a repor o que inviabilizam”, sublinhou.

O presidente da Câmara de Boticas, Fernando Queiroga, disse que o município concorda com o “projeto proposto pela Iberdrola”, considerando que vai ser “feita justiça” com a reposição desta ponte pedonal quase centenária e que foi construída pelas próprias comunidades.

“O que nós queríamos era garantir a passagem e isso foi garantido. Era uma obrigação moral que tínhamos para com aquele povo a quem iria ser cortada a mobilidade”, frisou o autarca, que recordou os sucessivos adiamentos das decisões sobre a reposição da ponte.

O projeto da Iberdrola foi dado a conhecer às populações de Veral e Monteiros e respetivas juntas de freguesia e, depois, os municípios do distrito de Vila Real emitiram um parecer favorável que foi remetido para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que está a coordenar o processo.

Alberto Machado disse ter sido informado de que a Iberdrola irá apresentar um cronograma da intervenção “até ao final de outubro” e que serão “respeitadas as fases de enchimento da albufeira da barragem, previsto também para o próximo mês, no entanto advertiu que “formalmente” ainda não está garantida a concretização da obra.

O investimento total previsto é de quatro milhões de euros e as duas autarquias vão contribuir com meio milhão de euros para a concretização da ponte.

A concretizar-se o projeto proposto, a nova infraestrutura será construída em materiais como betão e ferro, a jusante da atual ponte, tendo cerca de dois metros de largura e 240 de comprimento.

As outras entidades que integram a comissão de acompanhamento do SET foram também chamadas a dar um parecer ao projeto.

A população promoveu um abaixo-assinado e manifestações e alega que, sem a ponte, fica sem ligação aos terrenos agrícolas e que a alternativa rodoviária representa uma distância de mais de 50 quilómetros.

Em consequência da barragem do Alto Tâmega foi construída uma outra ponte, rodoviária, entre as aldeias de Capeludos (Vila Pouca de Aguiar) e Sobradelo (Boticas) para repor a ligação que também ficará submersa pela albufeira.

A agência Lusa questionou a Iberdrola sobre as duas estruturas, no entanto a empresa apenas deu resposta à pergunta sobre a ponte Capeludos – Sobradelo referindo que “está concluída há vários meses”.

“Abrirá à circulação rodoviária em breve, assim que for formalizada a transferência da infraestrutura para as câmaras municipais de Boticas e Vila Pouca de Aguiar”, afirmou a elétrica espanhola.

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